O Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, vinculado à Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgou o balanço das finanças privadas do agronegócio. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) somaram R$ 580,78 bilhões, divididos em 372 mil cédulas, com ticket médio apurado em R$ 1,56 milhão.
No primeiro mês da temporada 2026/27, as emissões de novas CPR alcançaram R$ 37,53 bilhões.
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Paralelamente, os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) totalizaram R$ 560,37 bilhões no período. Pelas diretrizes vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), no mínimo 60% desse volume — correspondente a R$ 336,22 bilhões — deve ser reinvestido no financiamento agropecuário, com a obrigatoriedade de direcionar ao menos 45% desse subtotal (ou R$ 151,30 bilhões) para as linhas do crédito rural oficial. Os cálculos incorporam tanto os valores da safra atual quanto contratos em aberto de ciclos passados.
Desempenho de CRA, CDCA e patrimônio líquido dos Fiagros
O levantamento do Mapa também apresentou a posição consolidada de outros instrumentos financeiros do agronegócio:
Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA): registrou estoque de R$ 174,20 bilhões em julho;
Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA): encerrou o mês com estoque de R$ 30,21 bilhões;
Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro): com dados consolidados até junho de 2026, o patrimônio líquido da modalidade alcançou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos ativos.
Os números confirmam a relevância das fontes privadas e do mercado de capitais no suprimento de recursos para custeio, investimento e comercialização da agropecuária nacional.
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