Soja inicia semana pressionada em Chicago
Decisão da Suprema Corte dos EUA amplia incertezas, enquanto safra recorde no Brasil mantém mercado competitivo
A semana começa com os preços da soja sob pressão na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato março recua 9 pontos, negociado a US$ 11,28. Na avaliação da Granoeste, apesar da relativa estabilidade observada na semana passada, o mercado agora reage a novos fatores externos.
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegal o aumento das tarifas de importação adotado pelo governo norte-americano, elevou o nível de incerteza. Com o fim do chamado “tarifaço”, analistas avaliam que a China pode rever acordos anteriores de compra de soja dos Estados Unidos.
Sem a necessidade de compensar tarifas mais elevadas, importadores chineses tendem a buscar origens mais competitivas. Nesse cenário, a soja brasileira, impulsionada por uma safra recorde, ganha ainda mais atratividade no mercado internacional.
No Brasil, a colheita da safra 2025/26 atinge 31% da área, abaixo dos 37,6% registrados no mesmo período do ano passado e ligeiramente inferior à média histórica de 33,9%, segundo a agência Safras.
No Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) estima a colheita em 65,8%, praticamente em linha com os 66,2% verificados na mesma data de 2025.
Os prêmios seguem pressionados nos portos brasileiros. No mercado spot, variam entre 10 e 20 pontos; para março, entre 5 e 20 pontos; e, para abril, entre -15 e 5 pontos.
No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 116,00 e R$ 118,00 por saca. Em Paranaguá, as referências variam de R$ 127,00 a R$ 130,00, a depender do prazo de pagamento, local e período de embarque.

Camilo Motter
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(1981), graduação em Economia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Cascavel(1985), especialização em Teoria Econômica pela Universidade Federal do Paraná(1989) e mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina(2001). Tem experiência na área de Economia. Atuando principalmente nos seguintes temas:Maximização da Renda, Informação, Comercialização. É diretor da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR.