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Chuvas aliviam apreensão no campo, mas soja segue pressionada e perde US$ 11 em Chicago

Mercado global reduz ritmo com demanda chinesa mais lenta e expectativas de aumento de área nos EUA, enquanto produtores brasileiros monitoram clima e prêmios negativos

Foto do autor Camilo Motter
08/12/2025 |
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O mercado da soja iniciou a semana em queda e ainda sob pressão na Bolsa de Chicago (CBOT). Na manhã desta segunda-feira, o contrato janeiro era cotado a US$ 10,98 por bushel, recuando mais 7 pontos e rompendo novamente o nível psicológico de US$ 11,00. Na semana anterior, os preços já haviam acumulado baixa de 3%, com perda de 33 cents.

De acordo com análise da Granoeste, o foco dos agentes segue direcionado ao clima na América do Sul e ao ritmo da demanda chinesa. Embora o plantio no Brasil e na Argentina esteja mais lento do que em anos anteriores, as lavouras avançam dentro da normalidade. Regiões que aguardavam chuvas, especialmente no Centro-Oeste e Matopiba, receberam bons volumes nos últimos dias, trazendo certo alívio.

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No front da demanda, o mercado monitora se a China cumprirá a expectativa de compras de 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos até o fim de fevereiro. Em novembro, as importações chinesas totalizaram 8,1 milhões de toneladas, volume abaixo da média recente. No acumulado do ano comercial, porém, as compras chegam a 103,9 milhões de toneladas, 7% acima do período anterior.

As primeiras projeções para a próxima temporada indicam que os produtores norte-americanos devem ampliar a área plantada com soja, após forte redução no ciclo passado. Nesta terça-feira, o USDA divulga novo relatório mensal de oferta e demanda, com expectativa de ajustes para baixo nas exportações dos EUA e aumento dos estoques, tanto no país quanto globalmente.

Plantio avança com chuvas, mas preços seguem pressionados no Brasil e no exterior

No Brasil, levantamento da Safras Mercado aponta que o plantio atinge 91,6%, abaixo da média histórica de 94,2%. Na Argentina, o avanço chega a 49%, segundo o Ministério da Economia, também aquém dos 54% vistos há um ano. A estimativa de área é de 17,37 milhões de hectares.

Já as exportações brasileiras recuaram para 4,2 milhões de toneladas em novembro, frente a 6,73 milhões em outubro. Ainda assim, o acumulado da temporada soma 103,7 milhões de toneladas, superando as 93,9 milhões embarcadas no mesmo intervalo do ciclo anterior.

Segundo a Granoeste, um ponto de atenção é o recuo dos prêmios, sobretudo para a soja da nova safra, que tem gerado diferença de cerca de R$ 10,00 por saca entre a soja disponível e a futura. No spot, as indicações nos portos brasileiros variam de 100 a 120 pontos; para janeiro, entre 35 e 60; e para março/abril, entre 5 e 20. No oeste do Paraná, comprador indica entre R$ 134,00 e R$ 136,00 por saca, enquanto em Paranaguá os valores ficam entre R$ 142,00 e R$ 144,00, conforme o prazo de pagamento e logística de embarque.

TAGS: #Soja # CBOT # Commodity # Cotação # Granoeste Corretora # Conab

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Editor RuralNews
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Foto do autor Camilo Motter

Possui graduação em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos(1981), graduação em Economia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Cascavel(1985), especialização em Teoria Econômica pela Universidade Federal do Paraná(1989) e mestrado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina(2001). Tem experiência na área de Economia. Atuando principalmente nos seguintes temas:Maximização da Renda, Informação, Comercialização. É diretor da Corretora Granoeste, de Cascavel/PR.

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