Pecuária 08-01-2026 | 8:41:00

Carne bovina amplia vendas à China em 2025 e enfrenta desafios em 2026

Exportações atingem recorde com forte demanda chinesa, mas salvaguardas e cotas exigem novas estratégias do setor pecuário no próximo ano

Por: Redação RuralNews

Segundo pesquisadores do Cepea, a produção nacional segue em nível recorde. Além disso, as tarifas e cotas impostas pela China exigem que o setor pecuário amplie alternativas de comercialização. Assim, o objetivo é diversificar o escoamento da carne, tanto no mercado externo quanto no interno, reduzindo a dependência de um único comprador.
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China concentra quase metade das exportações

China concentrou quase metade das exportações brasileiras de carne bovina em 2025. Foto: Canva


Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil exportou 1,648 milhão de toneladas de carne bovina para a China em 2025. Esse volume representa alta de 24,6% em relação a 2024. Além disso, o país asiático respondeu por 48% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior no ano.

Para 2026, o cenário muda. Com a aplicação das salvaguardas, o Brasil terá uma cota de 1,106 milhão de toneladas para envio à China. O volume que ultrapassar esse limite sofrerá taxação de 55%. Dessa forma, se o ritmo de 2025 se repetir, o país poderá atingir a cota entre agosto e setembro.

Nos últimos quatro meses de 2025, os embarques médios para a China chegaram a 175 mil toneladas por mês. Portanto, caso esse ritmo continue, pesquisadores do Cepea avaliam que o limite poderá ser alcançado ainda entre junho e julho de 2026.

Preços sobem e podem atingir patamar inédito



Em relação aos preços, a carne bovina brasileira exportada teve média de US$ 5,15 por quilo em 2025. Esse valor ficou 15,42% acima do registrado em 2024. Já a China pagou, em média, US$ 5,29 por quilo, alta de 17,24% na comparação anual.

Com isso, 2025 se consolidou como o segundo melhor ano da série histórica, atrás apenas de 2022. No entanto, se os embarques ultrapassarem a cota em 2026, a tarifa adicional poderá elevar o preço médio para cerca de US$ 8,20 por quilo, considerando os valores de 2025. Esse patamar seria inédito no mercado chinês e também superior ao praticado por países europeus.

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Texto publicado originalmente em Mercado agro
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