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Trigo tem menor área em 2025, mas preços perdem força ao longo do ano

Mesmo com retração expressiva da área cultivada, avanço da colheita, estoques elevados e pressão externa levaram à queda das cotações no segundo semestre

Trigo tem menor área em 2025, mas preços perdem força ao longo do ano

Apesar da menor área plantada, o trigo teve ganhos de produtividade em 2025. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
31/12/2025 |

A área semeada com trigo no Brasil voltou a recuar em 2025, refletindo a frustração da safra anterior. Em 2024, o clima adverso comprometeu a produtividade e reduziu a rentabilidade, o que desestimulou novos investimentos por parte dos produtores.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a área cultivada em 2025 ficou cerca de 20% abaixo da registrada em 2024, atingindo o menor nível desde 2020. Ainda assim, a produção nacional e a produtividade devem encerrar o ano acima dos patamares do ciclo anterior, favorecidas por condições climáticas mais favoráveis e ganhos de rendimento.

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Preços firmes no início e pressão no segundo semestre

O comportamento dos preços domésticos apresentou dois momentos distintos ao longo de 2025. No primeiro semestre, as cotações permaneceram firmes, sustentadas pela oferta interna abaixo da demanda.

No entanto, a partir de maio, esse cenário começou a mudar. O avanço da semeadura nacional, somado aos elevados estoques de passagem, passou a pressionar o mercado. Além disso, a ampla oferta mundial e o aumento das importações inverteram a tendência dos preços.

Safra mundial e câmbio ampliam concorrência

No segundo semestre, com a intensificação da colheita brasileira, as cotações recuaram de forma mais acentuada. Esse movimento foi reforçado por um cenário externo amplamente baixista, marcado por uma safra mundial recorde e por expectativas elevadas para a produção argentina.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar ao longo do ano aumentou a competitividade do trigo importado. A redução das chamadas “retenciones” na Argentina também contribuiu para tornar o cereal estrangeiro ainda mais atrativo ao mercado brasileiro.

Diante desse contexto, vendedores no mercado interno foram pressionados a reduzir os valores de negociação para acompanhar as referências internacionais, o que elevou as preocupações com a rentabilidade da cultura.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Trigo # Área
# Preços # Colheita # Estoques elevados # Pressão externa
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