Brasil une clima favorável e inovação para liderar o agro sustentável, diz Fávaro
Fávaro destacou que o equilíbrio entre clima, tecnologia e vocação dos produtores é essencial para o futuro do agro sustentável
Durante o I Fórum de Buenos Aires, o ministro da Agricultura e Pecuária reforçou o equilíbrio entre produção e meio ambiente. Foto: Beatriz Batalha / Mapa
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta sexta-feira (7) do I Fórum de Buenos Aires. O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), pela Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires (UBA) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Durante o painel “Mudanças Climáticas e Impactos no Setor Agropecuário”, Fávaro destacou que o clima favorável e a vocação dos produtores rurais são pilares da excelência da produção de alimentos. De acordo com ele, a tecnologia é importante, mas não substitui as condições naturais.
“Máquinas e tecnologias são grandes aliados, mas o maior ativo é o clima. Produzir e preservar são ações complementares e fundamentais”, afirmou o ministro.
Sustentabilidade e tecnologia impulsionam o campo
Fávaro lembrou que o Brasil é referência mundial na produção de alimentos e energia renovável. Ele atribuiu esse resultado ao avanço da agricultura tropical, liderado pela Embrapa nos últimos 50 anos.
O ministro explicou que o crescimento do agronegócio ocorreu com a expansão sustentável do Cerrado, apoiada por incentivos e soluções acessíveis, como o uso de calcário e fertilizantes. Essas medidas aumentaram a produtividade sem a necessidade de novas áreas de cultivo.
Nos últimos três anos, o incentivo à recuperação de áreas degradadas acrescentou quase 5 milhões de hectares ao sistema produtivo nacional.
Programas fortalecem a pecuária sustentável
Entre as iniciativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Fávaro destacou o Caminho Verde Brasil, criado para recuperar áreas degradadas e torná-las produtivas.
De acordo com ele, o país possui 160 mi de hectares de pastagens, e 40 mi podem atingir alta produtividade com manejo e correção de solo.
O ministro também apresentou o Programa Solo Vivo, lançado em maio. O projeto ajuda pequenos produtores ruraispor meio de parcerias com universidades e associações. Ele leva tecnologias de recuperação de solo diretamente às propriedades e promove inclusão social no campo.
“O Solo Vivo revoluciona a pequena propriedade e mantém o produtor motivado. Ele transforma o campo de forma sustentável”, disse Fávaro.
Atualmente, o programa está ativo em Mato Grosso e começa a ser implementado no Amapá e em São Paulo.
Além disso, o ministro reforçou que a expansão sustentável exige incentivos financeiros. Ele citou os três Planos Safra, que oferecem juros menores para quem adota práticas sustentáveis, e o leilão do Eco Invest, que arrecadou R$ 30 bilhões para o Caminho Verde Brasil.
Brasil tem potencial para liderar a transição verde
Fávaro afirmou que o futuro da agropecuária depende da bioeconomia e da valorização dos produtores conscientes.
“O Brasil tem condições únicas de liderar a transição global. Temos o maior patrimônio ambiental do planeta e produtores que entendem seu papel”, declarou.
Para o ministro, investir na recuperação de áreas degradadas, em sistemas integrados e no uso racional dos recursos naturais é garantir segurança alimentar e climática para o futuro.
Debate internacional sobre o futuro do agro
O Fórum de Buenos Aires reuniu especialistas e autoridades entre 5 e 7 de novembro para discutir os desafios econômicos e jurídicos da América do Sul.
