Produtor goiano refaz contas para estimar perdas da soja

Estado não deve atingir safra com 17,5 milhões de toneladas como previa
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Publicado em 07/02/2024

Os primeiros resultados da colheita da soja em Goiás preocupam produtores. Projeções da Aprosoja-GO indicam redução de 15% no potencial produtivo em relação às estimativas iniciais, que eram atingir 17,5 milhões de toneladas.“Talvez a produção total não chegue a 15 milhões de toneladas”, ressalta o presidente da associação, Joel Ragagnin. Segundo ele, as regiões mais afetadas estão no Sudoeste goiano, onde os produtores plantaram mais cedo [o vazio sanitário encerrou em 24/09] e, além das chuvas irregulares, enfrentaram veranico no mês de dezembro, quando a soja estava na fase de enchimento de grãos. Também as altas temperaturas encurtaram o ciclo das plantas e reduziram as produtividades.

“Tivemos muitas áreas com replantio, plantios fora da janela ideal. Isso ainda deve impactar bastante a produtividade”, destacou o presidente de Aprosoja-GO.
Colheita em andamento em duas regiões do estado. Foto: Aprosoja-GO
Colheita em andamento em duas regiões do estado. Foto: Aprosoja-GO

A instabilidade climática provocada pelo El Niño gerou um fenômeno atípico neste início de ano: enquanto produtores do Sudoeste goiano já estavam com colheitadeiras em campo, outros faziam a semeadura de soja em áreas do Vale do Araguaia, Norte e Nordeste goiano. Por isso, a safra da oleaginosa em Goiás está longe de terminar e as estimativas de produção continuarão a ser atualizadas nas próximas semanas.



Comercialização

O cenário de incertezas no campo também está refletindo na comercialização, que está muito lenta e em patamares abaixo dos anos anteriores. “O produtor está entregando a soja nos contratos que já tinha fechado, mas está retendo a safra em virtude dos preços muito baixos”, afirma Joel. “Acredito que se as cotações não melhorarem, as vendas vão ser bastante lentas e fracionadas.”
Os preços também vão ajudar a determinar o tamanho da 2ª safra de milho, que até o momento deve sofrer redução de 15%, causada pela perda da janela de plantio em função do atraso na safra de soja. “Isso pode se alterar dependendo do preço do milho no mês de fevereiro. Se o preço estiver ruim em fevereiro, o produtor não se animará a aumentar áreas. Pode ser que até reduza”, prevê.


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