Milho tenta recuperação na CBOT, mas mercado interno segue acomodado
Alta do petróleo sustenta Chicago, enquanto produção global elevada e ritmo lento de negócios limitam reação dos preços no Brasil
Ritmo da colheita e mercado interno acomodado mantêm preços do milho sob pressão no Brasil. Foto: Canva
O milho opera em campo positivo na manhã desta quarta-feira na Bolsa de Chicago. O contrato março é cotado a US$ 4,26 por bushel, com alta de três pontos. Ainda assim, no pregão anterior, a CBOT encerrou levemente negativa.
Após perdas recentes, a bolsa norte-americana busca recuperação. Nesse movimento, a valorização do petróleo oferece suporte às cotações. Por outro lado, a grande produção global continua como fator de pressão e restringe avanços mais firmes.
Nesse contexto, análise da Granoeste destaca que as exportações dos Estados Unidos seguem aquecidas. Desde o início da temporada, em 1º de setembro, os embarques somam 29,9 milhões de toneladas. No mesmo intervalo da safra passada, o volume alcançou 19,2 milhões.
Avanço das lavouras no Brasil influencia os preços
No Brasil, a colheita do milho verão avança de forma mais lenta neste início de ano. Atualmente, o índice nacional chega a 3,6%. Esse percentual fica abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, a área cultivada apresenta leve aumento e alcança 3,6 milhões de hectares.
No Paraná, o plantio do milho safrinha também avança, embora em ritmo inicial. Até o momento, o índice atinge cerca de 2% da área prevista. Além disso, a projeção indica crescimento de 1% na área, que passa para 2,84 milhões de hectares. A produção, por sua vez, é estimada em 17,3 milhões de toneladas, abaixo do volume da safra anterior.
Enquanto isso, o mercado doméstico segue acomodado. No oeste do Paraná, as indicações de compra continuam pontuais, entre R$ 62,00 e R$ 63,00 por saca. Já em Paranaguá, os valores variam de R$ 68,00 a R$ 70,00, conforme prazos de pagamento e localização dos lotes.
