Milho fecha último dia do ano de 2023 em queda na Bolsa de Chicago

Os mercados de grãos cairam na Bolsa de Chicago no último dia do ano, após um início de altas

Publicado em 30/12/2023

Os preços futuros do milho na Bolsa de Chicago encerraram esta sexta-feira (29) com valores quase 30% menores que os do início de janeiro deste ano. O milho de março terminou o dia com queda de 3 centavos na Bolsa de Chicago, sendo comercializado a US$ 4,71¼, queda de menos de 2 centavos semana após semana. Já a s soja de janeiro fechou em queda de 11¾¢, a US$ 12,93½, queda de cerca de 6¢ semana após semana.

O trigo CBOT caiu 3½ ¢. O trigo KC caiu 1¾¢. O trigo de Minneapolis caiu 2 centavos. Este foi o pior desempenho do cereal em um mesmo ano desta década nos Estados Unidos, declínio anual mais acentuado desde 2013. “Com muito poucas notícias, o milho foi mais uma vez vítima do trigo e da soja”, diz Riley Schwieger, corretor de commodities da CHS Hedging. "A soja ficou mais fraca no final da semana e do ano, depois de melhores previsões na América do Sul terem dificultado qualquer ideia de uma recuperação.. Não há muito para o trigo hoje; nem mesmo os combates no Mar Negro poderiam inflamar o mercado", afirmou.

Grãos terminaram o ano em queda no mercado futuro de Chicago
Grãos terminaram o ano em queda no mercado futuro de Chicago

Enquanto o março/23 valia US$ 6,70/bushel na primeira sessão deste ano, o março/24, após queda de 3 pontos, fechou esta sexta-feira cotado a US$ 4,71/bushel. Ou seja, comparando os dois contratos mais negociados no início e final do ano, a redução foi de 29,7%. Além do março/24, a CBOT fechou nesta sexta com queda de 2,75 pontos no maio/24 que foi a US$ 4,83/bushel, o julho/24 com redução de 2,25 pontos caindo para US$ 4,93 e o setembro/24 com diminuição de 1,5 ponto indo a US$ 4,97/bushel.


As colheitas no Brasil e nos Estados Unidos ajudaram a compensar as perdas da safra argentina. Agora, no final do ano, a melhoria das chuvas da Argentina permitiu aos agricultores bons progressos na semeadura do milho, embora haja dúvidas quanto a as condições do Brasil.


De acordo com o Farm Progress, “a colheita inesperadamente grande nos EUA e uma concorrência acirrada no exterior têm sido enormes obstáculos nos últimos meses”. A projeção é de que “as exportações precisarão aumentar significativamente para mover o ponteiro em uma direção mais otimista no futuro”.

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