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Custo do leite cru fecha setembro com leve deflação

Energia elétrica segue em alta, mas a queda nos preços dos principais insumos reduz o custo de produção dos pecuaristas gaúchos

Custo do leite cru fecha setembro com leve deflação

Redução nos preços da soja e do milho ajuda a aliviar os custos de produção de leite no Rio Grande do Sul. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
05/11/2025 |

O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul (ILC) encerrou setembro com leve deflação de 0,64%, conforme relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quarta-feira (5). A retração dos preços da soja e do milho, insumos que compõem grande parte da alimentação dos rebanhos, foi determinante para o resultado. Além disso, a silagem registrou queda de 0,67%, e o concentrado, de 0,77%.

Outro fator que contribuiu foi a desvalorização de 1,7% no câmbio, o que reduziu o custo dos fertilizantes em 2%, já que o Brasil importa mais de 80% do produto.

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Custos fixos seguem pressionados

Apesar da redução em alguns insumos, os custos fixos ainda sofrem pressão. O preço dos combustíveis aumentou 0,24%, acompanhando a alta internacional do barril de petróleo. Já a energia elétrica registrou a sétima alta consecutiva, subindo 4,2% em setembro. No acumulado do ano, o indicador apresenta deflação de 3,29%, movimento semelhante ao IPA-DIda FGV, que recuou 4,03%. Essa correlação reforça o arrefecimento dos preços no atacado e dos insumos agropecuários.

Nos últimos 12 meses, o ILC acumulou variação positiva de 6,48%. Alguns componentes, entretanto, continuam com alta expressiva, como os fertilizantes (16,2%), a silagem (6%), o concentrado (3%), o sal mineral (15,8%) e a energia elétrica (10,5%).

Projeções indicam moderação nos custos

O relatório aponta que, apesar das pressões setoriais, começa a se desenhar um processo de desaceleração inflacionárianos insumos agropecuários. Esse movimento reflete os efeitos da política monetária mais restritiva. Assim, projeta-se uma trajetória de moderação nos preços, com possibilidade de leituras negativas no acumulado de 12 meses a partir de novembro.

Se confirmada, essa tendência pode beneficiar o setor produtivo, já que o preço pago ao produtor também vem recuando. A queda dos custos ajudaria, portanto, a preservar as margens operacionais e reduzir os impactos da diminuição das receitas.

Para outubro, a expectativa é de nova retração nos preços do milho e da soja, o que deve aliviar os custos com alimentação animal. Por outro lado, a valorização do dólar observada no início do mês pode elevar o custo dos fertilizantes e dos combustíveis, exigindo atenção dos produtores.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Custos de produção # Leite
# ILC # Índice de Insumos para Produção de Leite Cru do Rio Grande do Sul # Farsul #
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