Micotoxinas trazem perdas de R$ 160,52 a R$ 185,22 por carcaça de boi
Estudo conduzido pelo CEPEA em parceria com a DSMTortuga revelou contaminação em todas as amostras de ração, especialmente por fumonisinas e zearalenona, com a maioria contendo três ou quatro micotoxinas, resultando em perdas para a pecuária
A presença dessas substância na alimentação do gado afeta o desempenho dos plantéis
Estudo sobre a contaminação de micotoxinas em confinamentos brasileiros, conduzido pela DSMTortuga, monitorou mensalmente 52 confinamentos entre 2023 e 2024, analisando 752.104 cabeças de gado.
Micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos que podem contaminar alimentos e causar doenças em humanos e animais. Elas podem ser cancerígenas, hepatotóxicas, nefrotóxicas e neurotóxicas.
A maioria são agentes imunossupressores, ou seja, agem na divisão celular e têm propriedades anti-inflamatórias. A presença dessas substância na alimentação do gado pode afetar o metabolismo, a saúde e o desempenho dos plantéis
Os resultados revelaram contaminação em todas as amostras de ração, especialmente por fumonisinas e zearalenona, com a maioria contendo três ou quatro micotoxinas, potencializando seus efeitos nos animais.
A baixa eficácia dos adsorventes tradicionais reforça a necessidade de tecnologias mais avançadas, como Bioproteção e Biotransformação para melhorar a saúde animal e a rentabilidade no setor pecuário.
Com base no estudo, o Cepea avaliou o impacto financeiro da presença de micotoxinas na redução do ganho de peso médio dos animais, destacando a oportunidade de mitigar perdas de R$ 160,52 a R$ 185,22 por carcaça vendida com a adoção de tecnologias e estratégias eficazes.
