Produtor foca nos trabalhos de campo e preços do milho seguem em alta
Muitos estão preocupados com a semeadura da segunda safra, que pode ocorrer fora da janela considerada ideal
Foto: CNA/divulgação
Os preços do milho continuam em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Levantamentos do Centro de Pesquisas mostram que produtores seguem voltados à colheita da safra verão.
Muitos estão preocupados com a semeadura da segunda safra, que pode ocorrer fora da janela considerada ideal, o que atrasaria a entrada dos lotes e reduziria o potencial produtivo.
A Conab informou nesta semana que o plantio do milho safrinhabrasileiro avançou para 18,8% da área planejada, ante 5,3% na semana passada e 31,5% no mesmo período de 2024.
Em decorrência do atraso na colheita da soja, as tarefas em Mato Grosso avançaram para 20,8%, ante 48,3% no anopassado. Em relação à primeira colheita de milho, o órgão informou avanço de 13,3% da área apta, ante 10,5% notrabalho anterior e 18,6% na mesma data de 2024.
Outro fator altista é que o milho está sendo negociado em alta em Chicago, ondeatingiu os maiores níveis de preço desde julho de 2023. Essas altas se devem, em parte, ao bom desempenho dasexportações dos EUA, confirmado ontem pelo USDA.
E tem ainda os cortes na previsão da safra argentina. Segundo o boletim da TF Agroeconômica, a última estimativa de produção de milho na Argentina, divulgado pela BCR, é de 46,0 milhões de toneladas, contra 50 MT estimadas pelo USDA neste mês de fevereiro.
Compradores consultados pelo Cepea, por sua vez, tentam recompor seus estoques e encontram pedidas elevadas de vendedores, além da baixa disponibilidade de fretes, visto que a prioridade é para o escoamento da soja.
Com dados doCepeae da consultoria TF Agroeconômica
