Colheita do milho atinge 35% no RS e cenário climático impacta lavouras
A colheita do milho no Rio Grande do Sul alcançou 35% da área cultivada, impulsionada pelo tempo seco, elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos
. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (05/02), há grande variabilidade de produtividade no Estado, em razão da distribuição irregular das chuvas e do déficit hídrico em fases críticas da cultura. Enquanto áreas irrigadas registram altos rendimentos, lavouras de sequeiro já apresentam perdas consolidadas. A área cultivada é estimada em 785.030 hectares, com produtividade média de 7.370 kg/ha.
Na soja, o desenvolvimento é heterogêneo, reflexo da irregularidade das precipitações e das temperaturas elevadas. A maior parte das lavouras está em floração ou enchimento de grãos, fases de alta exigência hídrica. Para a safra 2025/2026, a Emater projeta 6,74 milhões de hectares cultivados e produtividade média de 3.180 kg/ha.
O milho para silagem também enfrenta estresse hídrico em áreas de plantio precoce, levando produtores a antecipar a colheita para preservar a qualidade da massa. Já as áreas implantadas mais tardiamente apresentam bom desenvolvimento. A área estimada é de 366.067 hectares, com produtividade de 38.338 kg/ha.
No feijão, o clima seco favoreceu o avanço da colheita da 1ª safra e da semeadura da 2ª safra, embora haja diferenças de condição entre lavouras devido às chuvas mal distribuídas. A área total projetada soma cerca de 37,7 mil hectares.
A cultura do arroz apresenta bom desenvolvimento, favorecida por dias ensolarados, apesar do risco pontual de perdas na fecundação em função de temperaturas elevadas. A área cultivada está estimada em 920.081 hectares, com produtividade prevista de 8.752 kg/ha.
Foto: José Schäfer
Fonte: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
