Baixo volume nos estoques e alta procura pressionam a alta no milho
Os estoques iniciais da temporada 2024/25 são de apenas 2,04 milhões de toneladas, inferior às 2,1 milhões de toneladas apontadas em fevereiro
A estimativa da produção do milho foi de 124,8 milhões de toneladas, de acordo com dados do IBGE
A cotação da saca do milho segue em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O impulso vem da combinação de estoques baixos com a demanda aquecida pelo cereal. No encerramento da semana passada (14/03), o Indicador ESALQ/BMFBovespa (Campinas – SP) se aproximava dos R$90/saca de 60 kg, patamar nominal verificado pela última vez em abril de 2022.
Dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicam que os estoques iniciais da temporada 2024/25 são de apenas 2,04 milhões de toneladas, inferior às 2,1 milhões de toneladas apontadas em fevereiro/25 e bem abaixo das 7,2 milhões de toneladas da safra 2023/24. O atual estoque representa apenas 2,4% do consumo anual de milho pelo mercado interno, estimado pela Conab em 86,97 milhões de toneladas em 2024/25.
Produção
A estimativa da produção do milho foi de 124,8 milhões de toneladas, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasieliro de Geografia e Estatística), crescimentos de 0,5% em relação ao mês anterior e de 8,8% em relação ao volume produzido em 2024.
A área a ser colhida apresenta aumento de 2,2%, assim como o rendimento médio, com crescimento de 6,5% nesse comparativo, devendo alcançar 5.720 kg/ha. Em 2024, a produção do cereal foi afetada por problemas climáticos em diversas Unidades da Federação produtoras, devendo recuperar-se em 2025.
