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Diesel A registra alta de 2,3% no início de 2025, mas avanço é freado pela maior mistura de biodiesel

Vendas de diesel B avançam 3% no 1º quadrimestre, enquanto diesel A registra crescimento mais moderado de 2,3%

Diesel A registra alta de 2,3% no início de 2025, mas avanço é freado pela maior mistura de biodiesel

Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
13/06/2025 |

A demanda por diesel A (óleo diesel puro) aumentou 2,3% entre janeiro e abril de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando 18,86 milhões de metros cúbicos. Conforme as últimas estimativas da StoneX, empresa global de serviços financeiros, o crescimento mais lento do diesel A em relação ao diesel B reflete a maior proporção de biodiesel na mistura neste ano, com a vigência do B14 desde janeiro. No ano passado, o B14 foi implementado apenas a partir de março, com o B12 válido nos dois primeiros meses.

O relatório também mostra que o aumento das vendas internas foi acompanhado por uma aceleração nas importações do combustível, que somaram 6,62 milhões de m³ entre janeiro e maio, um avanço de 21% sobre o mesmo período de 2024.

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“Esse forte crescimento das importações reflete tanto a maior demanda interna pelo diesel, quanto uma janela mais favorável para importação entre fevereiro e abril, devido aos reajustes recentes da Petrobras que reduziram o diferencial de preços entre os mercados interno e externo nas semanas mais recentes”, explicou o analista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro Santos.

Outro fator que contribuiu para a alta nas importações foi a redução da produção das refinarias brasileiras. Segundo dados da ANP, a oferta nacional do diesel A caiu 4,5% entre janeiro e abril, totalizando 14,83 milhões de m³, enquanto as refinarias passaram a priorizar a produção de outros derivados, como gasolina e nafta.

“Nesse contexto, a participação do diesel importado na oferta nacional subiu para 30,9% no primeiro quadrimestre, ante 26,1% no mesmo período de 2024”, complementa Santos.

Vendas de diesel B crescem 3% no 1º quadrimestre, apesar de recuo em abril

No Brasil, as vendas de diesel B totalizaram 21,5 milhões de m³ entre janeiro e abril de 2025, volume 3% superior ao registrado em 2024 e o maior para esse período desde o início da série histórica, segundo a StoneX. O bom desempenho foi impulsionado pela excelente safra de soja e pela manutenção de indicadores industriais aquecidos.

Em abril, contudo, as vendas recuaram 4,0% em relação a março e caíram 3,6% frente a abril de 2024, movimento previsto pela StoneX. O término da colheita da soja foi o principal fator que pressionou a demanda no mês.

Para os próximos meses, a expectativa é de que o aumento sazonal das importações de fertilizantes e o início da colheita do milho de inverno guiem o crescimento da demanda por diesel B no país. “Esse cenário indica um consumo aquecido para o segundo e terceiro trimestres”, projeta Santos.

A StoneX mantém a previsão de crescimento de 3% no consumo de diesel B em 2025, estimando um total de 69,3 milhões de m³ para o ano.

“É importante destacar que a projeção de crescimento do PIB brasileiro de 2,18% em 2025 (Boletim Focus) reforça a expectativa de aumento sustentado na demanda, o que pode representar o nono ano consecutivo de avanço nas vendas do diesel B no país”, conclui o analista.

Sul e Nordeste lideram expansão do consumo de diesel B no 1º quadrimestre

Entre janeiro e abril de 2025, as regiões Sul e Nordeste foram as que mais registraram crescimento no consumo de diesel B, com aumentos de 175 mil m³ (+3,9%) e 163 mil m³ (+4,9%), respectivamente, em comparação ao mesmo período de 2024.

No Sul, a aceleração da atividade industrial, especialmente no Paraná e Santa Catarina, além do incremento no escoamento de soja, impulsionaram as vendas. Parte da produção do Centro-Oeste transitou por essa rota, aumentando a demanda regional.

No Nordeste, apesar da retração da indústria, o aumento da movimentação logística da soja, tanto local quanto oriunda do Norte, elevou o consumo de diesel B.

O Centro-Oeste também teve crescimento expressivo, com alta de 138 mil m³ (+4,4%), impulsionada pela safra recorde de soja que exigiu mais transporte para os portos de exportação. Contudo, o desempenho industrial mais fraco limitou ganhos maiores.

O Sudeste, principal consumidor do diesel B, teve o crescimento mais moderado no período, com aumento de 97 mil m³ (+1,2%). Segundo Santos, a região funciona como intermediária para o escoamento dos grãos do Centro-Oeste para os portos, mas a queda na produção industrial no Rio de Janeiro e Espírito Santo, junto ao ritmo mais lento em São Paulo e Minas Gerais, restringiram uma expansão mais significativa.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Diesel # Biodiesel
# Economia # Preços #
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