Biopark firma projeto que prevê R$ 50 mi para pesquisa em alimentos saudáveis

Projeto no Paraná faz parte dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação e estudos devem iniciar no primeiro semestre de 2024, com primeiros resultados esperados em 12 meses

Publicado em 18/12/2023

Projeto firmado entre o Biopark (Parque Tecnológico do Oeste do Paraná), Biopark Educação, Fundação Araucária e Governo do Paraná prevê investimentos de R$ 50 milhões em projeto de Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPI). Outras dez empresas e cooperativas também fazem parte da iniciativa. Esse é o maior valor já implementado desde que o NAPI foi criado em 2019. O programa tem como objetivo desenvolver soluções inovadoras em alimentos saudáveis, focando no diferencial competitivo das indústrias paranaenses e na busca por qualidade de vida entre os consumidores, tanto no mercado nacional quanto internacional.

Nesse arranjo, são previstos R$ 25 milhões de investimentos privados e o aporte de mais R$ 25 milhões do Governo Estadual, por intermédio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O valor será utilizado em cinco anos. “Neste projeto, que será sobre alimentos saudáveis e que engloba desde a qualidade do solo, água, sanidade animal e das plantas, serão realizadas pesquisas sobre o assunto no valor de R$ 10 milhões anuais. Esse material irá embasar estudos nos próximos 50 anos”, explica o fundador do Biopark, Luiz Donaduzzi.
Com maior valor já implementado desde sua criação, NAPI tem como objetivo desenvolver soluções inovadoras em alimentos saudáveis
Com maior valor já implementado desde sua criação, NAPI tem como objetivo desenvolver soluções inovadoras em alimentos saudáveis

Hoje o Paraná é o segundo maior produtor de grãos do Brasil e a maioria da produção, cerca de 88%, vem de pequenos produtores que são muitas vezes representados por cooperativas. “As cooperativas de modo geral não pararam e trabalhamos buscando aumentar o valor agregado dos produtos, assim crescemos na produção e no cooperativismo. Mas precisamos investir mais em pesquisa e inovação para produzirmos um alimento saudável com maior valor agregado, que é onde o produtor consegue tirar o seu lucro”, conta o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, que representou no evento de assinatura as empresas e cooperativas que fazem parte do projeto.
A evolução acontece quando se insiste em inovação e aqui reunimos empresas que já estão indo bem, mas que sabem que precisam ir além para não serem atropeladas. Investir em inovação é sobretudo um ato de fé. É investir agora para colher no futuro
Victor Donaduzzi, novo presidente do Biopark

No início do NAPI, o Governo Estadual recebeu 350 demandas de pesquisas, sendo que 67 foram selecionadas. De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o principal critério para escolha das áreas de pesquisa foi atender uma demanda dos empresários e são eles que orientam quais os destinos dos recursos captados. “Diferente de anos anteriores, o NAPI não oferece recursos para a academia pesquisar o que julga importante, mas para estudos em inovação que vão ao encontro do que a sociedade está demandando. Para que as empresas consigam resolver seus gargalos nessa área”, afirma o secretário.

A expectativa é que já no primeiro semestre de 2024 os projetos sejam aprovados e o início das pesquisas aconteça na sequência. Os resultados iniciais são esperados nos primeiros 12 meses. O NAPI Alimentos Saudáveis já conta com parcerias do setor produtivos, tais como BRF, Coopavel, Copacol, Copagril, C.Vale, Frimesa, Lar, Prati-Donaduzzi, Primato Cooperativa, Sempre Agtech e Biopark Educação, que será o coordenador do arranjo. Além disso, tem o apoio de instituições como o Biopark, a Fundação Araucária, a Embrapa, o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Paraná.
O Biopark está localizado em Toledo, região Oeste do Paraná, em uma área de mais 5 milhões de m². Com o foco no desenvolvimento regional por meio da educação, da pesquisa e da geração de negócios, o Biopark já conta com mais de duas mil pessoas circulando diariamente em seu território. Atualmente, mais de 180 empresas já atuam no local, gerando empregos e progresso. Três instituições federais de ensino estão instaladas no Biopark, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). Em 30 anos, o Biopark deve receber mais de 500 empresas, ofertar 30 mil postos de trabalho e ter população de 75 mil moradores.
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