INÍCIO AGRICULTURA Clima

Ondas climáticas ameaçam o PIB da América Latina

Economistas destacam que as mudanças climáticas estão na raiz desses riscos econômicos
Vandré Dubiela
- Exclusivo Rural News
Publicado em 19/05/2024

Recentemente, a líder global em seguro de crédito comercial lançou o relatório "Latin America Shall We Dance", revelando um cenário preocupante para a economia dos países latino-americanos. O estudo aponta que a região enfrenta a possibilidade de perdas equivalentes a 11% do PIB até 2050, sob o atual contexto político.

Economistas destacam que as mudanças climáticas estão na raiz desses riscos econômicos, trazendo tanto ameaças físicas, como ciclones, inundações e ondas de calor, quanto a perda de produtividade devido ao aumento das temperaturas. Esses desafios variam conforme a localização geográfica e podem se intensificar ao longo do tempo, influenciados por mudanças na demografia, crescimento econômico e padrões de migração.
Brasil está entre os mais afetados, com uma estimativa de redução de 6% na produtividade até 2030 devido ao calor
Brasil está entre os mais afetados, com uma estimativa de redução de 6% na produtividade até 2030 devido ao calor

O Brasil está entre os mais afetados, com uma estimativa de redução de 6% na produtividade até 2030 devido ao calor. Esse impacto é particularmente sentido em setores como agricultura e construção, onde as ondas de calor podem comprometer significativamente o trabalho humano. O desmatamento e a seca, especialmente na Amazônia, exacerbam ainda mais os problemas, agravando a escassez de água, a perda de biodiversidade e o desequilíbrio climático tanto local quanto globalmente.

Entretanto, o relatório ressalta que Ásia e África enfrentarão mais que o dobro das perdas econômicas provocadas pelo aquecimento global, comparativamente à América Latina. Isso se daria em um cenário onde a temperatura global aumenta em até 2,0°C até meados do século, com potencial para atingir 2,9°C até o ano 2100. Para a América Latina em 2050, as principais perdas virão da redução da produtividade (5% do PIB), seguidas por secas (cerca de 3%) e ondas de calor (cerca de 2%).

Um gráfico apresenta uma comparação do risco climático em quatro grandes economias latino-americanas, revelando perdas econômicas totais que variam de 11,6% a 13,7%. Argentina se destaca pelos danos projetados de inundações, representando 2,1% de seu PIB até 2050. Chile enfrentará perdas significativas devido a secas, estimadas em 7,4% de seu PIB. Já o México enfrentará os efeitos adversos de ondas de calor severas, que podem resultar em perdas de até 2,1% de seu PIB.

Diante desses prognósticos sombrios, a necessidade de ações proativas e políticas eficazes para enfrentar os desafios climáticos torna-se cada vez mais premente na agenda latino-americana.


Sobre o autor Vandré Dubiela

Com mais de três décadas dedicadas ao jornalismo, iniciou a carreira no Jornal O Paraná, de Cascavel, passando pelas principais editorias. Conta com textos e fotografias publicados nos principais meios de comunicação nacional, entre os quais a Folha de São Paulo, Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo e Revista Grid. Atuou ainda como produtor da TV Tarobá, afiliada da Band e como editor de portais de notícias. Também é autor do livro AREAC 50 anos – Pioneirismo na defesa e na valorização da agronomia paranaense. Nos últimos anos, se especializou em agronegócio, produzindo reportagens e artigos do gênero, inclusive trabalhos dedicados à OCEPAR (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná).
TAGS:
COMENTÁRIOS

O QUE VOCÊ ACHOU DESSE CONTEÚDO? DEIXE SEU COMENTÁRIO...

Assine nossa NEWSLETTER
Notícias diárias no seu email!
Destaques
Assine nossa NEWSLETTER
Notícias diárias no seu email!
Ao continuar com o cadastro, você concorda com nossos termos de privacidade e consentimento da nossa Política de Privacidade.
Arquivo XML geradoArquivo XML geradoArquivo XML geradoArquivo XML geradoArquivo XML geradoArquivo XML geradoArquivo XML gerado