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Café registra alta nos preços com risco climático no Brasil

Robusta pode ter correções no médio prazo apesar da alta recente

Café registra alta nos preços com risco climático no Brasil

Produtores e especialistas acompanham de perto as oscilações do mercado de café, atentos aos impactos do clima na safra e nos preços. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
12/06/2025 |

Após uma queda em maio, os preços futuros do café voltaram a subir nos últimos dias, impulsionados pela previsão de uma frente fria que poderia atingir as regiões produtoras do Brasil. A expectativa de temperaturas abaixo da média gerou preocupações sobre possíveis geadas.

Segundo Laleska Moda, analista da Hedgepoint Global Market, apesar de as previsões atuais não indicarem geadas, a incerteza permanece, o que tem sustentado a alta nos preços. Além disso, os estoques certificados para arábica e robusta caíram novamente, aumentando a tensão no mercado.

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Na última semana, o contrato de julho do café arábica avançou 4,9%, fechando a 361,55 centavos de dólar por libra-peso. Já o robusta subiu 1% e fechou a 4.522 dólares por tonelada em 9 de junho. O inverno brasileiro deve trazer mais volatilidade, com possíveis oscilações nos preços.

No entanto, a Hedgepoint avalia que, no médio prazo, o mercado deve ficar mais pressionado, especialmente para o robusta, devido ao avanço da safra 25/26 no Brasil e na Indonésia, que devem aumentar a oferta. A produção de Conilon no Brasil está em níveis médios, com expectativa de aumento, enquanto a colheita na Indonésia avança rápido, beneficiada pelo clima favorável e investimentos dos produtores locais.

As exportações brasileiras também cresceram na entressafra, com alta de 12,4% no ciclo anterior e desempenho acima da média no início da temporada 25/26. A Indonésia e Uganda, maior produtor de robusta na África, também têm aumentado suas exportações, impulsionadas por clima favorável e apoio governamental.

Esses fatores devem reduzir as preocupações com a oferta de robusta, o que pode levar a correções nos preços no curto e médio prazo. O contrato de setembro também pode sofrer pressão com a maior produção no Brasil, Indonésia, Uganda e Vietnã, este último com condições climáticas favoráveis para sua safra.

Por outro lado, o potencial de alta dos preços depende das condições climáticas no Vietnã e no Brasil para o restante do ano. Chuvas abaixo do esperado no Vietnã ou geadas no Brasil podem elevar a volatilidade e os preços. No entanto, as previsões atuais são positivas para ambos os países, o que indica tendência de preços mais baixos após a alta recente.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Café # Hedgepoint Global Market
# chuvas # cotação café
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