Preço do cacau tem alta expressiva, e bate em US$ 7,4 mil/t

Quebra da safra em Gana e na Costa do Marfim contamina o mercado mundial

Publicado em 15/03/2024

Pela segunda vez nesta semana, os preços do cacau atingiram patamares históricos na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para maio subiram 5,26% ontem, quinta-feira (14), para US$ 7.405 a tonelada.

A consultora Pine Agronegócios frisa que os fundamentos de oferta no oeste da África ainda deverão manter o cacau em níveis históricos.
Produto teve redução de oferta e preços subiram para a indústria. Foto: Luisa Abram
Produto teve redução de oferta e preços subiram para a indústria. Foto: Luisa Abram

A Costa do Marfim e Gana têm problemas com a safra do fruto há quatro anos. Em 2024, o clima mais quente e seco, com temperaturas próximas de 40 graus, impulsionou o pessimismo entre produtores e o mercado africano.

Dados do governo local, divulgados pela Barchart - empresa especializada em mercado internacional de commodities - mostram que a produção da safra do primeiro semestre, na Costa do Marfim, será de 400 mil toneladas - ou seja, 33% menos na comparação com safra 2022/23.

A indústria brasileira ainda não sentiu reflexos da alta de preços, mantendo a produção baseada em estoques de cacau. Para o segundo semestre, porém, o setor prevê elevação de custos e repasse ao varejo.
Os ovos de chocolate, tradicionais na Páscoa, estão até 30% mais caros em comparação ao ano passado, segundo levantamento de Procons e empresas de pesquisas. As causas do aumento não são relacionadas ao custos mais elevados do cacau.




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