Nesta segunda-feira, dia 1º de Agosto, foi um dia de baixas para as commodities agrícolas. O movimento foi liderado pelo complexo soja, que apresentaram perdas de mais de 4% entre os contratos mais negociados. O movimento foi em contrapartida à semana passada, quando as commodities agrícolas tiveram altas intensas.enbsp;
Depois de seis sessões em alta e ganhos superiores a 13%, os preços abriram em forte queda nos futuros de Chicago na manhã do primeiro dia de Agosto. Investidores buscaram se desfazer de posições compradas neste período. Tudo indicava ser um movimento momentâneo, uma vez que as atenções deveriam, novamente, serem capturadas pelas irregularidades climáticas que marcam a evolução da safra norte-americana e europeia.enbsp;
Às 12h10, no horário de Brasília, as cotações recuavam entre 51,75 e 62,25 pontos, levando o novembro a US$ 14,06 e o janeiro/23 a US$ 14,14 por bushel. Além do clima como fator decisivo para os rumos do mercado, os participantes estão atentos em relação a dois outros pontos: os sinais de parte China, cuja demanda segue enfraquecida, e o movimento dos capitais aplicados em ativos financeiros, notadamente porque não está descartada a possibilidade de recessão da economia global – o que teria impacto devastador sobre o consumo.
As exportações norte-americana de soja seguem muito lentas nesta temporada, chegam a 53,4MT, ante 59,5MT do mesmo intervalo do ano passado. Porém, o comprometimento com exportações antecipadas, para o ciclo 2022/23, já alcançam 14,9MT, contra 10,2MT do mesmo período da safra anterior. É o melhor desempenho antecipado em múltiplos anos.
O mercado interno volta a ficar travado nesta abertura de semana. Preços internacionais em queda, em paralelo com a taxa de câmbio, prejudicam a formação do preço. Por esta razão, o ritmo de negócios, que vinha lento, tende a ficar ainda mais devagar. De qualquer maneira, os produtores vivem a esperança de ganhos mais acentuados com o possível agravamento das condições climáticas nos campos do Meio Oeste.