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Algodão ganha articulação global contra avanço das fibras sintéticas

Brasil, Estados Unidos e Austrália avançam em articulação conjunta para ampliar a demanda global pela fibra natural

Algodão ganha articulação global contra avanço das fibras sintéticas

Representantes do Brasil, Estados Unidos e Austrália durante reunião que discutiu ações conjuntas para fortalecer a demanda global por algodão. Foto: Abrapa / Divulgação

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Foto do autor Redação RuralNews
26/01/2026 |

Representantes de entidades do Brasil, dos Estados Unidos e da Austrália avançaram na construção de uma coalizão internacional em defesa do algodão no mercado global. O encontro reuniu lideranças da Abrapa, da ANEA, do programa Cotton Brazil e das associações de exportadores dos dois países parceiros.

O principal objetivo da articulação é fortalecer a demanda pela fibra natural, diante do avanço das fibras sintéticas na indústria têxtil. Além disso, os participantes destacaram a necessidade de uma atuação coordenada entre as principais potências produtoras de algodão.

Há consenso político e institucional sobre a urgência do tema. No entanto, o grupo reconheceu que ainda não existe uma estratégia global unificada para orientar as ações conjuntas.

Diante desse cenário, as entidades definiram três frentes prioritárias de atuação. A primeira envolve ações de advocacy e aprimoramento legislativo. A segunda foca na comunicação direta com o consumidor. Já a terceira busca maior engajamento com o varejo internacional.

O Brasil manifestou apoio à manutenção da coalizão, sobretudo no intercâmbio técnico e científico relacionado aos impactos das fibras sintéticas. Segundo os representantes brasileiros, esse compartilhamento de informações é estratégico para embasar decisões regulatórias.

Protagonismo brasileiro no debate regulatório

Durante as discussões, o Brasil apresentou o desenvolvimento de dois projetos de lei considerados estratégicos. O primeiro trata dos impactos ambientais e biológicos das fibras sintéticas sobre a saúde humana e o meio ambiente.

O segundo projeto segue lógica semelhante à dos biocombustíveis. A proposta utiliza métricas de sustentabilidade e mudanças climáticas para incentivar o uso de fibras naturais na indústria têxtil.

De acordo com as entidades brasileiras, campanhas de promoção só alcançam maior efetividade quando estão alinhadas a marcos regulatórios consistentes. Por isso, a experiência nacional pode servir de referência para outros países da coalizão.

Promoção e próximos passos

Sobre a campanha global “Plant Not Plastic”, o Brasil reconheceu a qualidade da iniciativa. Ao mesmo tempo, sinalizou que avalia formas de participação e apoio, como maneira de fortalecer a aliança internacional.

Para embasar futuras ações, os países concordaram com a contratação de consultorias independentes. O objetivo é mapear a perda de participação do algodão em mercados estratégicos, como China, Índia e Japão.

Nos próximos meses, a coalizão manterá o diálogo ativo e avaliará iniciativas conjuntas. Ficou definido que a ACSA dos Estados Unidos ficará responsável por apresentar propostas de governança e escalonamento de investimentos. Paralelamente, o Brasil compartilhará os textos-base de suas propostas legislativas e o escopo do estudo global de mercado.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Algodão # Articulação global
# Fibras sintéticas # Brasil # Estados Unidos # Austrália
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