Abrapa destaca o algodão brasileiro como opção sustentável na COP30
Associação Brasileira dos Produtores de Algodão reforça o papel da pluma natural na moda responsável e na geração de empregos
Painel na COP30 discute o algodão brasileiro como alternativa sustentável. Foto: Abrapa / Divulgação
Na última quarta-feira (12/11), o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, coordenou o painel “O algodão como opção natural e competitiva na matriz têxtil: campo e consumidor” na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O evento fez parte da programação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), no espaço AgriZone.
Carneiro destacou que o uso de fibras sintéticas cresce anualmente, enquanto a produção de algodão tende a cair. Por exemplo, em 2024, tecidos sintéticos como poliéster e nylon geraram 222 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Em contraste, fibras naturais emitiram apenas 34 milhões de toneladas. Essa diferença se deve principalmente ao menor custo dos tecidos sintéticos e à mudança nos hábitos de consumo.
Além disso, o gerente ressaltou a eficiência no uso da terra e a geração de empregos. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de algodão e líder em exportação de pluma, utilizando apenas 0,2% do território nacional. Assim, a cadeia movimenta cerca de 8 milhões de empregos diretos e indiretos. “Do campo ao varejo, o algodão gera 1,34 milhão de empregos diretos e 8 milhões indiretos, sem contar o beneficiamento do caroço, usado na produção de óleo, biodiesel e ração”, explicou.
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Ainda segundo Carneiro, as novas gerações desempenham papel essencial na inovação tecnológica. Jovens no campo aplicam tecnologia para tornar a produção mais eficiente e reduzir o uso de insumos. “Nas fazendas, vemos jovens mostrando como a tecnologia pode melhorar resultados”, comentou.
Durante o painel, o programa de rastreabilidade da cadeia do algodão foi apresentado como ferramenta de valor agregado. Dessa forma, a transparência na origem da pluma reforça práticas sustentáveis e fortalece a responsabilidade socioambiental do setor.
