RS: Fortes chuvas prejudicam cultivo de olerícolas

Cultivos de folhosas sofrem os efeitos da longa sequência de dias nublados e chuvosos

As fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul na semana passada prejudicaram o cultivo de olerícolas. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, no município de Bagé, os produtores intensificam os plantios de folhosas, especialmente couve. Os cultivos em desenvolvimento sofrem os efeitos da longa sequência de dias nublados e chuvosos. A alta demanda de tomate, associada aos preços elevados, vem despertando interesse na produção da cultura no município, onde três produtores exploram o cultivo em ambiente protegido.

Em Barra do Quaraí, na Fronteira Oeste, a oferta de alface está bastante comprometida devido ao clima adverso, sobretudo ao excesso de umidade e à falta de luminosidade. Além da redução da renda pela falta de produtos para venda direta e pelo não cumprimento de contratos, os olericultores observam a entrada, cada vez mais significativa, de produtos de outros municípios para abastecer o mercado local.Em Uruguaiana, as fortes chuvas não causaram impactos consideráveis nos últimos meses, permitindo ótimo desenvolvimento para as lavouras de mandioca e de batata-doce, cujas expectativas de produtividade variam de 25 toneladas por hectare a 35 toneladas por hectare respectivamente.Na de Ijuí, as espécies de olerícolas mantêm o bom desenvolvimento, mas o clima úmido atrasa a semeadura e o transplantio dos cultivos a campo. A produção de folhosas ainda está abaixo da demanda local.Na de Pelotas, as precipitações, que apresentaram volumes variados a partir do meio da semana, não interferiram na produção de hortaliças. O período é de transição das hortaliças tradicionais de verão para as de meia estação e de inverno, que já estão sendo semeadas e transplantadas. Segue a oferta da produção local de tomate, pimentão, batata-doce e abóbora, abastecendo completamente os mercados. Continuam os dias promocionais de hortaliças diversas nos principais atacarejos, e os preços estão bastante competitivos.Na de Santa Rosa, o tempo nublado e chuvoso impactou negativamente o desenvolvimento das hortaliças, principalmente as cultivadas a céu aberto. A alta umidade do solo também dificultou o preparo de canteiros e a capina de ervas daninhas. Contudo, essas condições beneficiaram a adubação nitrogenada em cobertura e o pegamento e enraizamento inicial das mudas transplantadas de bandejas para os canteiros definitivos, como das culturas de beterraba, cenoura, repolho e couve-flor.Tanto nos cultivos a campo quanto nos protegidos, ainda há incidência de lagarta, pulgão e ácaro. Os valores recebidos pelos produtores nas feiras são: alface, a R$ 4,00/unid.; repolho, a R$ 4,50/unid.; cenoura e beterraba, a R$ 5,00/kg; e temperos, a R$ 4,00/maço.Na de Soledade, o predomínio de nebulosidade e chuva dificultou o preparo de solo para novos cultivos. A restrição de radiação solar atrasa o desenvolvimento das hortaliças. Esse cenário climático também propicia condições favoráveis à proliferação de doenças fúngicas. Abóbora e moranga estão em fase de colheita e são comercializadas a R$ 1,30/kg e R$ 1,50/kg respectivamente.Na de Santa Maria, as culturas olerícolas continuam apresentando bom desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. A presença de umidade e de calor exigem dos agricultores atenção quanto ao controle de doenças fúngicas e pragas. Em São Vicente do Sul, seguem os relatos de ocorrência de traça-das-crucíferas, na cultura de couve-folha e repolho, e de ataque de tripes na cultura de tomate. As chuvas e ventos fortes ocasionaram alguns danos em estufas e túneis baixos. Os preços apresentam estabilidade na região.
cultivo de alface
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