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Escolas ensinam mentiras sobre o agronegócio, afirma associação

Durante a Agrishow 2023, conversamos com Carolina Barreto, diretora da associação, que nos falou sobre os erros nos conteúdos e da militância política de professores nas escolas

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11/05/2023 |
A Associação "De Olho no Material Escolar" é composta por um grupo de pais e trabalha para corrigir e atualizar informações erradas que constam nos livros didáticos das escolas brasileiras. Durante a Agrishow 2023, conversamos com Carolina Barreto, diretora da associação, que nos falou sobre os erros nos conteúdos e da militância política de professores nas escolas.


Você já pensou o que o seu filho está aprendendo na escola? Todos os pais têm essa dúvida, não é? E eu estou aqui com a Carolina Barreto, que é diretora de comunicação do projeto “De olho no Material Escolar”. Carolina, de olho no material escolar para buscar informações no agro. Informações que às vezes não estão sendo repassadas corretamente. Como que surgiu a associação?


CAROLINA - Às vezes não. Não estão sendo repassadas corretamente. A associação surgiu em meados de 2020, justamente pelo incômodo de alguns pais e mães de verem que o agronegócio não estava sendo retratado com fidelidade no material das nossas crianças. E aí esse incômodo foi conectando outras famílias que conectaram outras famílias e, de repente, virou um movimento nacional. E aí a necessidade de formalizar esse movimento e transformar isso numa associação.

Quando que foi isso, Carolina?

CAROLINA - A constituição da associação foi em junho de 21. Mas o movimento começou lá pra 18 19 e em 2020 se intensificou.

E na prática, o que a associação começou a fazer para mudar esse cenário?

CAROLINA - A gente fez a primeira conversa junto ao governo federal, Ministério da Educação, através da Frente Parlamentar da Agricultura, pra entender o porque que isso acontecia. E a resposta do governo foi se tá errado, qual é o certo? Então a associação contratou a FIA, que é a Federação de Administração da FEIA, da USP, para contrapor com fatos científicos tudo o que a gente identificou no material que estava errado ou que não tinha fonte atualizada.

Eram recortes de jornal, por exemplo, de 1945, por exemplo, ou uma campanha do Greenpeace. Mas não tinha ali uma fonte científica, uma Embrapa ou uma universidade como fonte, né? Então a gente conseguiu devolver isso pra sociedade civil. E mostrou que 60% do encontrado no material didático hoje para ensino Fundamental um e dois ensino médio não tem fonte científica atualizada.

Interessante... E pra buscar se essa informação... A informação correta, vocês buscaram daí entidades universidades. Como que foi?

CAROLINA - Exatamente? A gente fez algumas parcerias, como as que USP, por exemplo, com a própria Embrapa, né? Pra gente poder abastecer as editoras que produzem esse material com informações atualizadas. A Embrapa tem um estudo de avanço do agronegócio nas últimas cinco décadas. Então tudo o que aconteceu em termos de tecnologia e inovação nos últimos 50 anos no agro e isso não está retratado no material. Então a gente constrói essa ponte entre o setor educacional e o agronegócio através de um trabalho de relação, de uma consultoria com as editoras que produzem esse material.

CAROLINA - Muito bem e que a gente viu na Agrishow. E isso sendo colocado em prática, alunos visitando a feira e conhecendo o agro...


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Editor RuralNews
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