Soja 02-03-2026 | 9:37:00

Soja recua em Chicago após disparada, enquanto colheita avança no Brasil

Após subir até 15 pontos na madrugada, a soja virou para o campo negativo em Chicago, em meio às tensões no Oriente Médio e ao avanço da colheita brasileira

Por: Camilo Motter

Na semana passada, a oleaginosa acumulou valorização de quase 2%. Além disso, ao longo de fevereiro, os contratos registraram alta de 8,7%, refletindo tanto fatores externos quanto ajustes técnicos do mercado.
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O cenário internacional segue no radar dos investidores. O avanço do conflito no Oriente Médio elevou as preocupações com o fornecimento global de petróleo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, rota por onde passa cerca de 25% do petróleo mundial. Como resultado, o petróleo sobe mais de 7% em Nova Iorque, o que também sustenta o óleo de soja, com ganhos próximos de 2%.

Por outro lado, diante da instabilidade geopolítica, investidores buscam ativos considerados mais seguros. Assim, contratos mais voláteis, como os derivativos agrícolas, tendem a perder força, limitando as altas da soja.

Brasil



No mercado interno, o avanço da colheita amplia a oferta e pressiona os preços. Levantamento da consultoria Safras aponta que a safra brasileira de soja já alcança 38,2% da área, abaixo dos 48,6% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média histórica de 43,7%.

Em Mato Grosso, o IMEA informa que os trabalhos atingem 78,3% da área, contra 82,3% no mesmo período da safra anterior. Embora o ritmo esteja um pouco mais lento, o volume colhido já começa a ocupar os canais de escoamento.

Nos portos, os prêmios seguem achatados. No mercado spot, variam entre -10 e -5 centavos de dólar por bushel; para abril, entre -15 e 0; e, para maio, entre 5 e 15.

No Paraná, segundo a Granoeste, as indicações de compra no Oeste do Estado variam entre R$ 117,00 e R$ 120,00 por saca. Já em Paranaguá, os valores giram entre R$ 128,00 e R$ 130,00, a depender do prazo de pagamento e das condições de embarque. Com maior oferta chegando ao mercado, os preços no interior seguem pressionados, especialmente onde a logística já opera no limite.

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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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