O mercado doméstico de carne de frango registrou movimento de reação nos preços, impulsionado pela melhora sazonal no consumo das famílias brasileiras. De acordo com dados levantados pela TF Agroeconômica, o aquecimento nas vendas reflete diretamente a injeção da massa salarial de início de mês somada ao retorno do calendário escolar (volta às aulas), fatores que aumentam o giro da proteína animal no varejo e nas redes de distribuição.
A firmeza dos valores praticados é amparada pela disciplina na gestão de oferta da indústria frigorífica. Consultas de mercado apontam que os estoques dos abatedouros permanecem em níveis estreitamente ajustados à demanda corrente, eliminando excedentes de produto refrigerado e congelado nos canais de distribuição e afastando pressões de baixa sobre as tabelas de preços.
Insumos em alta reduzem poder de compra do avicultor em SP
Paraná lidera exportações de frango em julho com salto de 49,3%
Exportações batem recorde histórico de 30 mil toneladas por dia
No front externo, o desempenho das vendas internacionais de carne de frango in natura tem sido determinante para enxugar a disponibilidade física no mercado interno. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela TF Agroeconômica, apontam que o volume médio diário embarcado nos primeiros cinco dias úteis de agosto alcançou 30 mil toneladas.
Essa média diária de escoamento é a mais elevada já registrada em toda a série histórica da Secex para o setor avícola nacional, iniciada em 1997. O ritmo acelerado nos terminais portuários confirma a forte competitividade da proteína brasileira perante os principais destinos globais e fortalece o poder de pedida das agroindústrias.
Dinâmica das carnes e relação com custos de ração
O fortalecimento da carne de frango ocorre em um contexto de sustentação no complexo de proteínas e matérias-primas agropecuárias:
Frango resfriado: cotado a R$ 7,18/kg, mantendo trajetória de recuperação no mês (+0,42%);
Boi gordo: referência média de R$ 345,05/@;
Suíno vivo (PR): negociado a R$ 4,67/kg (+0,43% no mês);
Milho físico (PR): saca de 60 kg negociada a R$ 66,71 (+2,24% no mês).
Com o grão mantendo valorização sustentada nas praças produtoras e na B3, a reação nos preços de venda da carne de frango torna-se indispensável para que as integrações e avicultores preservem a margem operacional diante dos custos de nutrição animal.
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