A redução pontual do apetite chinês puxou para baixo os indicadores consolidados das exportações brasileiras de carne bovina. Segundo o boletim de análise da TF Agroeconômica, as vendas globais do setor no mês de julho recuaram 16,1% em volume e 5,5% em faturamento, fechando em 264,4 mil toneladas e US$ 1,58 bilhão, respectivamente.
No entanto, quando observado o horizonte acumulado de janeiro a julho de 2026, o balanço da pecuária de corte segue em terreno bastante positivo. No período, o Brasil embarcou 856,7 mil toneladas de carne in natura para o mercado chinês — alta de 8,4% frente aos sete primeiros meses de 2025. A receita gerada alcançou US$ 5,3 bilhões (salto de 31%), impulsionada pela valorização de 20,8% no preço médio da tonelada exportada, negociada a US$ 6,2 mil.
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No total geral direcionado a todos os países parceiros, o volume acumulado em 2026 atinge 1,96 milhão de toneladas (+9,9%), somando um faturamento cambial expressivo de US$ 11,4 bilhões (+28,3%).
Reflexos nas cotações do boi gordo e nos custos do confinamento
O rearranjo da demanda e a contenção nos abates impactaram diretamente o mercado físico e os custos da atividade pecuária no Brasil:
Arroba do Boi Gordo: Segundo indicadores Cepea citados no relatório, a arroba do boi gordo manteve-se em patamar de estabilidade no início de agosto, cotada a R$ 347,50 (US$ 68,00);
Reposição: O preço do bezerro registrou ligeiro recuo diário de 0,02%, negociado à média de R$ 3.172,98 (US$ 620,86);
Insumos da Nutrição: Do lado dos custos de alimentação nos confinamentos, os subprodutos do milho (DDG e WDG) apresentaram preços competitivos em Mato Grosso e Goiás, aliviando a conta da ração proteica e ajudando o recuo de custos frente ao farelo de soja.
A diversificação geográfica das vendas externas continuará sendo a principal válvula de escape das indústrias para sustentar as cotações da arroba no mercado doméstico enquanto a cota chinesa não é renovada para o próximo ciclo.
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