O mercado brasileiro de defensivos e inoculantes biológicos vive um ciclo de expansão acelerada. Dados da CropLife Brasil apontam que o setor movimentou R$ 6,2 bilhões no País em 2025. Em termos globais, estimativas indicam que o segmento pode alcançar a marca de US$ 45 bilhões até 2032, sustentado por um crescimento anual entre 13% e 14%.
Entretanto, para garantir a continuidade desse ritmo de investimentos, o setor produtivo e a indústria cobram a regulamentação prática do marco legal dos bioinsumos (Lei nº 15.070/2024). O texto estabeleceu as bases para pesquisa, produção, registro, fiscalização e comercialização de produtos biológicos para agricultura, pecuária e aquicultura, mas ainda depende do detalhamento de decretos e portarias complementares.
Lideranças gaúchas fortalecem representatividade feminina rural em Brasília
CNA e Senar recebem lideranças da WFO e FAO em Brasília
Para colocar em pauta os desdobramentos operacionais da legislação, São Paulo (SP) receberá em 18 de agosto de 2026 o III Fórum de Bioinsumos no Agro, realizado no Auditório da Ocesp com apoio de entidades como ABAG, Abisolo, CropLife, FGV Agro, Fiesp e Sebrae-SP.
Regulamentação, uso on-farm e inovação
Os debates do fórum concentram-se em pontos sensíveis da regulamentação que impactam diretamente o planejamento das indústrias e a rotina dentro da porteira:
Critérios para registro e patentes: Padronização de exigências técnicas e agilidade na análise de biodefensivos e bioestimulantes pelos órgãos reguladores;
Produção on-farm: Definição de normas sanitárias e operacionais claras para a multiplicação de microrganismos nas propriedades rurais para uso próprio;
Rastreabilidade e qualidade: Mecanismos de fiscalização para coibir produtos adulterados e garantir a eficiência biológica no combate a pragas e doenças.
Conforme destaca Luiz Mário Machado Salvi, presidente da Araiby Feiras e Eventos e organizador do fórum, a regulamentação detalhada é indispensável para dar previsibilidade ao mercado. A meta é assegurar um ambiente de negócios biologicamente seguro e tecnicamente rastreável, sem burocratizar o avanço da inovação sustentável no agronegócio.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
