A lista oficial de produtos contemplados com descontos nas parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi oficializada na edição do Diário Oficial da União (DOU). A portaria normativa estabelece os percentuais calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), mecanismo desenhado para equalizar prejuízos quando a cotação física de venda fica abaixo do custo de referência governamental.
Os índices atualizados constam na Portaria SAF/MDA nº 373, de 4 de setembro de 2026, editada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e têm vigência técnica estipulada entre 10 de setembro e 9 de outubro.
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A principal novidade da rodada é o ingresso da batata cultivada em polos de São Paulo (13,73%), Paraná (7,64%) e no Distrito Federal (5,38%), somando-se à inclusão do cará/inhame produzido no Espírito Santo (5,95%).
Ao todo, 20 itens agrícolas contam com respaldo financeiro nas respectivas unidades federativas:
Alho: Produtores familiares da Bahia acessam desconto de 12,16%;
Cana-de-açúcar: Bônus fixado em 3,08% no Rio de Janeiro e em 4,65% em São Paulo;
Fruticultura: Laranja com abono de 2,96% em São Paulo e manga com 9,22% na Bahia;
Grãos e olerícolas: Milho em Rondônia (1,03%), tomate em Mato Grosso (7,89%) e erva-mate no Rio Grande do Sul (2,04%).
Picos de subvenção e produtos retirados
As faixas mais severas de deságio de mercado — que geram as maiores compensações financeiras nas parcelas de amortização — concentraram-se na citricultura e na raiz de mandioca. A laranja liderou os patamares de bonificação em Sergipe (72,32%), no Pará (64,53%), na Bahia (63,39%) e no Rio Grande do Sul (48,92%). Na sequência figuram a raiz de mandioca no Espírito Santo (50,67%) e o feijão-caupi em Mato Grosso (47,65%) e no Tocantins (47,38%).
Em contrapartida, a recuperação dos preços médios nos balcões atacadistas e feiras permitiu a retirada de várias culturas da lista de proteção. O maracujá deixou integralmente a relação em setembro.
Em recorte regional, perderam o benefício por atingirem viabilidade comercial:
Grãos e fibras: Arroz longo fino em casca (PI, RJ, RS e SC), milho (TO e BA) e feijão-caupi (CE);
Culturas perenes e semiperenes: Borracha natural cultivada (MG) e cana-de-açúcar (AL, BA, PI e RN);
Olerícolas, frutas e apicultura: Alho (RS), manga (MG), mel de abelha (RN e MS), tomate (BA e PI) e raiz de mandioca em Rondônia, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
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