O poder de compra do suinocultor paulista em relação ao milho e ao farelo de soja segue em queda na parcial de maio, até o dia 19, e já acumula o oitavo mês consecutivo de recuo frente ao cereal. Segundo dados do Cepea, o cenário atual é o pior desde fevereiro de 2023, refletindo uma perda de competitividade na relação de troca para o produtor.
Exportação de carne suína cresce 6% e soma 1,19 mi de t
Demanda aquecida e oferta curta elevam cotações do suíno
Poder de compra do suinocultor cai pelo 3º mês em SP
Mesmo com recuos nos preços do suíno vivo, do milho e do farelo de soja, a desvalorização do animal tem sido mais intensa, o que pressiona diretamente a capacidade de aquisição de insumos. Na região de Campinas (SP), o suinocultor consegue adquirir, em média, 3,18 kg de farelo de soja e 4,96 kg de milho para cada quilo de suíno vivo comercializado. Na comparação com abril, isso representa quedas de 6% e 4,9%, respectivamente.
Em relação ao mesmo período do ano passado, a perda é ainda mais significativa. O poder de compra caiu 33,2% frente ao farelo de soja e 29,1% em relação ao milho, evidenciando um cenário mais desfavorável para a atividade no acumulado anual.
Apesar disso, houve uma leve reação nas cotações do suíno vivo na primeira quinzena de maio, impulsionada por uma melhora pontual na demanda por carne após as quedas registradas em abril. Ainda assim, esse movimento não foi suficiente para sustentar a média do mês.
A avaliação de pesquisadores do Cepea é de que, com o avanço da segunda quinzena, não há sinais de recuperação consistente nos preços no curto prazo, o que mantém o poder de compra pressionado pelo menos até o início de junho.
