Segundo levantamento do Cepea, as valorizações registradas no mercado de feijão continuam sendo repassadas gradualmente ao consumidor final. O movimento é resultado da redução da área cultivada e das adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras, reduzindo a oferta disponível no mercado.
Apesar da alta dos preços, agentes dos segmentos atacadista e varejista seguem adotando postura cautelosa nas compras junto às agroindústrias processadoras. Ainda assim, a procura por lotes de melhor padrão de qualidade continua sustentando as negociações e contribuindo para a manutenção das cotações em níveis elevados.
Vendedores limitam queda do feijão carioca e oferta curta sustenta o preto
Terceira safra pressiona preço do feijão carioca em agosto
Entrada da 3ª safra de feijão pressiona cotações do carioca em julho
Altas expressivas ao produtor
De acordo com pesquisadores do Cepea, entre janeiro e maio de 2026, os preços do feijão-carioca pagos ao produtor acumularam valorização entre 85% e 90%, considerando a média das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
No caso do feijão-preto, a alta foi de 51,7% no mesmo período, refletindo o cenário de oferta mais restrita e a demanda consistente pelo produto.
Repasses chegam ao consumidor
Os aumentos também já são percebidos pelo consumidor. Dados do IBGE mostram que, somente em maio, os preços do feijão-carioca avançaram 6,44% no varejo, enquanto o feijão-preto registrou alta de 2,07%.
No acumulado de 2026, as elevações atingem 41,09% para o feijão-carioca e 13,69% para o feijão-preto. Os números evidenciam que os reajustes observados no campo seguem sendo transferidos gradualmente ao longo da cadeia de comercialização até chegar ao consumidor final.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
