Mercado do trigo tem instabilidade no Sul do Brasil e no Paraguai
O trigo enfrenta instabilidade no Sul do Brasil e no Paraguai, com preços ajustados e negociações ainda lentas
Relatório da TF Agroeconômica mostra mercados distintos no Sul do Brasil e no Paraguai. Foto: Canva
O mercado do trigo no Brasil apresenta diferentes cenários nesta primeira semana de setembro, segundo a consultoria TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, a atenção está voltada ao risco de giberela e ao recuo dos preços de balcão. Em Santa Catarina, os moinhos dependem da compra de grão gaúcho. Já no Paraná, o mercado da nova safra começa a tomar forma. Enquanto isso, no Paraguai, os compradores mantêm cotações estáveis mesmo com a proximidade da colheita.
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a umidade recente elevou o alerta para a giberela. De acordo com a Emater, 70% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 20% em florescimento e 10% em enchimento de grãos. Além disso, o risco de geadas nos próximos dias preocupa produtores.No mercado, os negócios seguem lentos, já que os moinhos possuem estoques e a oferta disponível é limitada. As indicações ficaram em torno de R$ 1.250 para compra e R$ 1.300 para venda. O preço de balcão em Panambi caiu para R$ 69 a saca, pressionando ainda mais a renda dos produtores.