Programa de irrigação amplia área produtiva e reduz risco da estiagem no RS
Projeto apoiado por programa estadual levou pivô central a propriedade rural e ampliou área irrigada para enfrentar perdas causadas pela falta de chuva.
Irrigação avança no RS com investimento de R$ 654 mil em propriedade rural e amplia área produtiva para enfrentar os impactos da estiagem no campo.
A ampliação da irrigação tem se tornado uma estratégia cada vez mais adotada por produtores para reduzir os impactos da estiagem no campo. No interior do Rio Grande do Sul, uma propriedade rural investiu cerca de R$ 654 mil na implantação de sistemas de irrigação, ampliando para 32 hectares a área irrigada e buscando mais segurança produtiva diante das frequentes falhas de chuva.
A iniciativa faz parte do Programa Supera Estiagem, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado. A propriedade da família Ottoni, localizada em Soledade, ingressou na primeira etapa do programa em 2023, quando nove hectares passaram a contar com irrigação. Dois anos depois, a área foi ampliada em mais 23 hectares com a instalação de um pivô central, reforçando a capacidade de enfrentar períodos de seca.
Irrigação como seguro da produção -Segundo a assistência técnica da Emater/RS-Ascar, a irrigação funciona como uma espécie de garantia para o produtor, especialmente em regiões onde a irregularidade das chuvas afeta diretamente o desenvolvimento das lavouras.
O sistema instalado na propriedade utiliza água de um açude com mais de um hectare de área e cerca de três metros de profundidade. O pivô aplica lâminas de irrigação entre 9 e 10 milímetros por passada, com um ciclo completo de aproximadamente 23 horas, permitindo suprir a necessidade hídrica das culturas em momentos críticos.
A família pretende concentrar o uso da irrigação principalmente nas culturas de verão, como o milho, onde o retorno econômico tende a ser mais rápido. Além da lavoura, a tecnologia também pode contribuir para a produção de pastagens e alimentação animal, especialmente em propriedades com pecuária leiteira.
Investimento com apoio público -Do valor total investido no projeto, R$ 100 mil foram viabilizados por meio do programa estadual, enquanto o restante ficou por conta da família, incluindo despesas adicionais com adequação da rede elétrica.
Para os produtores, a irrigação pode elevar a estabilidade da produção sem alterar significativamente os custos básicos da lavoura. Na prática, a diferença está na segurança produtiva: enquanto no cultivo de sequeiro a produtividade depende totalmente das chuvas, o sistema irrigado permite manter o desenvolvimento das plantas mesmo em períodos de estiagem.
Animada com os resultados iniciais, a família já avalia a possibilidade de ampliar novamente a área irrigada caso novas etapas do programa sejam lançadas. A expectativa é aumentar a área atendida pelo sistema e reduzir ainda mais o risco climático nas próximas safras.