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Consumo de carne suína cresce no Brasil e chega a 20,2 kg per capita

ABCS projeta consumo de carne suína de 20,2 kg por habitante em 2025 e explica os critérios oficiais usados no cálculo do indicador

Consumo de carne suína cresce no Brasil e chega a 20,2 kg per capita

Produção nacional e maior oferta no mercado interno impulsionam o consumo de carne suína no Brasil. Foto: Canva

Foto do autor Redação RuralNews
26/12/2025 |

O consumo de carne suína no Brasil segue em expansão e deve alcançar 20,2 quilos por habitante em 2025, conforme projeção da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). O resultado representa um crescimento de cerca de 35% nos últimos dez anos e confirma o avanço da proteína na alimentação do brasileiro.

Esse desempenho ocorre, sobretudo, em um cenário de produção nacional consistente. Para 2025, a estimativa aponta 5,64 milhões de toneladas de carne suína em equivalente carcaça. Esse volume garante o abastecimento do mercado interno e, ao mesmo tempo, sustenta o ritmo das exportações.

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Além disso, a maior oferta interna favorece o consumo doméstico, mesmo com os embarques externos em alta. Preços mais competitivos, ampliação do portfólio de cortes e ações contínuas de estímulo ao consumo ajudam a explicar a mudança no comportamento do consumidor.

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o avanço reflete o esforço conjunto da cadeia produtiva. Ele afirma que a produção evoluiu de forma estruturada e eficiente, com foco no mercado interno. Assim, a carne suína se consolida como uma proteína presente no cotidiano da população.

Metodologia oficial da ABCS garante transparência


Diante de divergências entre diferentes indicadores do setor, a ABCS reforça que o consumo per capita divulgado pela entidade segue uma metodologia própria e transparente, baseada apenas em dados oficiais. O cálculo utiliza a produção anual de carne suína em carcaça, conforme informações do IBGE, desconta as exportações de carne in natura e divide o volume pela população brasileira.

Nesse processo, a entidade não considera estoques e parte do princípio de que a carne disponível no mercado interno é consumida. Além disso, a metodologia desconsidera as importações, pois o volume é estatisticamente irrelevante. Em 2024, por exemplo, elas representaram menos de 15 gramas por habitante ao ano.

Outro ponto importante envolve o recorte das exportações. A ABCS inclui apenas a carne suína in natura, que responde por mais de 88% do total exportado. Itens que não fazem parte da carcaça, como vísceras e produtos processados, ficam fora do cálculo.

Consumo deve seguir em alta em 2026


Embora os dados de 2025 ainda sejam projeções, o cenário segue positivo. Caso o ritmo atual se mantenha, a ABCS estima que o consumo de carne suína no Brasil chegue a 21 quilos por habitante em 2026. Com isso, a proteína deve seguir entre as que mais avançam no mercado interno nos próximos anos.




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