A soja iniciou a semana em alta expressiva na Bolsa de Chicago, com ganhos próximos de 20 pontos nos principais contratos, atingindo o maior nível para o período desde maio de 2024. De acordo com a Granoeste Corretora, o movimento foi sustentado por uma combinação de fatores externos e fundamentos positivos de demanda.
Nesta terça-feira, o mercado devolve parte dos ganhos, com o contrato julho operando em queda de 5 pontos, a US$ 12,18 por bushel. Ainda assim, os preços tentam se firmar acima da marca de US$ 12,00, considerada um patamar técnico relevante.
Demanda chinesa e chuvas no Brasil definem soja
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Entre os principais vetores de alta está o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela possibilidade de escalada da guerra no Oriente Médio. O encarecimento da energia reforça a competitividade dos biocombustíveis e sustenta a demanda por soja.
Outro fator de suporte é a perspectiva climática para o Meio-Oeste dos Estados Unidos. Projeções de longo prazo indicam temperaturas elevadas combinadas com baixa umidade, cenário que pode trazer preocupação para o desenvolvimento da safra.
A demanda também segue aquecida. Segundo a Granoeste, o esmagamento nos Estados Unidos tem atingido níveis recordes, impulsionado pela procura por biodiesel. Nos últimos meses, o volume processado superou 6 milhões de toneladas mensais, e a expectativa é de que abril mantenha esse patamar, com dados oficiais previstos para divulgação no dia 15.
Além disso, o mercado acompanha as expectativas em torno de um possível avanço nas relações comerciais entre Estados Unidos e China, o que pode estimular novas compras da oleaginosa.
Andamento da safra e mercado no Brasil
No Brasil, o andamento da safra também influencia o mercado. Segundo a Conab, a colheita já alcança 94,7% da área, ligeiramente abaixo dos 97,7% registrados no mesmo período do ano passado e próxima da média histórica de 95,1%.
Os prêmios nos portos seguem positivos, com indicações entre 10 e 25 centavos de dólar por bushel no mercado disponível. Para embarques em junho, as referências variam de 20 a 30, e para julho, entre 40 e 50.
No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 119,00 e R$ 122,00 por saca. Já em Paranaguá, os preços variam de R$ 130,00 a R$ 133,00, dependendo do prazo de pagamento e das condições de entrega.
