A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) celebra a aprovação do Projeto de Lei 4.255/2024, que cria o Dia Nacional do Sorgo. Para a entidade, a medida reconhece o crescimento da cultura no país e abre espaço para novas oportunidades comerciais, como a aproximação com o mercado chinês.
Cultura estratégica e em expansão
Safra recorde pode abrir oportunidades para Fiagros, aponta Anbima
Plantio da soja avança para 75,8% e fretes de grãos sobem em MT
Plantio da soja atinge 75,8% em MT e destrava janela da safrinha
Originário da África e domesticado há milhares de anos, o sorgo se consolidou no Brasil por sua resistência ao déficit hídrico e por exigir menor custo de produção. Além disso, adapta-se bem ao plantio tardio e enfrenta menor pressão de pragas e doenças. Por isso, muitos produtores o adotam como alternativa segura em regiões mais secas ou com solos de menor fertilidade.
O cereal tem uso diversificado. Ele abastece, principalmente, a alimentação animal, substituindo o milho nas rações. No entanto, vem ganhando mais espaço em cadeias industriais, como a produção de etanol, bioenergia e alimentos sem glúten. Dessa forma, o sorgo amplia mercados e fortalece a renda no campo.
A Abramilho destaca que o novo reconhecimento oficial deve incentivar investimentos e aumentar a visibilidade da cultura no país.
Crescimento da produção no Brasil
O sorgo avança de maneira consistente no território nacional. Segundo dados citados pela Abramilho, a produção pode alcançar 7,5 milhões de toneladas em 2025. Esse volume coloca o Brasil na posição de segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos Estados Unidos. Assim, o país confirma o potencial estratégico do cereal para diversos segmentos do agronegócio e para a segurança alimentar.
