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Suspensão de financiamentos pelo Plano Safra gera revolta no setor

Governo Federal suspende Plano Safra cinco meses antes do final, afirmando que motivo é a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA) ainda não ter sido aprovada no Congresso Nacional

Suspensão de financiamentos pelo Plano Safra gera revolta no setor

A medida gera preocupação e insegurança aos produtores rurais

Foto do autor Redação RuralNews
21/02/2025 |

Governo Federal resolveu suspender as operações de contratação de financiamento e crédito rural do atual Plano Safra 2024/2025. E segundo o ofício assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, a culpa é do Congresso Nacional, pois o principal motivo desta medida é a Proposta de Lei Orçamentária (PLOA), que define o orçamento anual, ainda não ter sido aprovada pela casa.

O Governo Federal diz que com isso, somente é autorizado a realizar as despesas consideradas "essenciais" ou obrigatórias. Porém, a falta de segurança financeira ao produtor em tempos de mudanças climáticas pode gerar instabilidade na oferta e consequentemente aumento nos preços dos alimentos.

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A medida polêmica começa a valer a partir neste dia 21/02 e causou indignação das lideranças do agronegócio em um momento no qual a taxa Selic chega até a 13,5%.

Para a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso), a medida gera preocupação e insegurança aos produtores rurais e ao setor do agronegócio. Segundo a entidade, a medida coloca também em risco a posição do Brasil no mercado internacional.

"O agronegócio brasileiro é um dos principais responsáveis pelo superávit comercial do país, e a insegurança gerada pela falta de previsibilidade nos financiamentos pode afastar investidores, reduzir a competitividade dos produtores e abrir espaço para concorrentes em mercados estratégicos", afirma o comunicado da entidade.

"O crédito rural é a base para a produção agrícola no Brasil, garantindo que os produtores tenham acesso a recursos para custear suas lavouras, investir em tecnologia e manter a competitividade no mercado global. Sem esse apoio, muitos enfrentarão dificuldades para financiar suas operações, o que pode resultar na redução da área plantada, na queda da produtividade e no aumento dos custos operacionais", salientou.

De acordo com o presidente da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Ágide Meneguette, "A suspensão de novos financiamentos penaliza os agricultores e pecuaristas. É uma decisão que coloca em risco a segurança alimentar e também a economia do país", enfatiza.

O deputado federal Sérgio Souza (PP/PR), membro da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) também se manifestou sobre esta decisão do Governo Federal. O parlamentar ficou surpreso com a decisão. "O agro brasileiro é o que garante comida no prato das pessoas, das famílias brasileiras, e inclusive um alimento saudável e um dos mais baratos do mundo".

"O Governo diz que está sem dinheiro porque gasta demais e quem é penalizado agora é o produtor rural", salienta o parlamentar. "Houve um aumento em mais de 300% no gasto com Bolsa Família e Lei Rouanet, que juntos chegaram a R$ 17 bilhões", se indignou Sergio Souza, afirmando que com o agronegócio, que sustenta a cadeia produtiva brasileira, que gera emprego e renda, o Governo gastou apenas R$ 13 bilhões.

"Não estou dizendo que a cultura não é importante, mas é uma questão de prioridade. O Governo tem o agro como inimigo. E não deveria ser assim. A produção no Brasil deve ser uma política de Estado e sem ideologia", afirmouEle destacou que o Plano Safra é o que garante a comida para o brasileiro, um alimento saudável e um dos mais baratos do mundo. "Essa inflaç!ao toda que está aí por causa dos alimentos não é culpa do produtor", salientou.

"O maior reponsável pela situação de aumento de preços é culpa do Governo, que não dá prioriedade para o setor produtivo", afirmou. "E está bem claro isso quando trata com total descaso, anunciando a suspensão do Plano Safra quase 5 meses antes do seu final", finalizou.



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