Preço do milho trava em R$ 69/sc com demanda fraca
Baixa demanda, avanço da colheita e câmbio pressionam cotações e deixam mercado cauteloso
Os preços do milho seguem praticamente estáveis na casa dos R$ 69 por saca de 60 kg ao longo deste mês, mesmo com pequenas quedas registradas nos últimos dias no mercado interno. O movimento reflete um cenário de demanda enfraquecida e maior cautela por parte dos compradores, que têm limitado novos negócios.
De acordo com pesquisadores do Cepea, muitos consumidores já estão abastecidos e optam por aguardar desvalorizações mais intensas antes de retomar as aquisições. Esse comportamento tem contribuído para travar o ritmo das negociações.
Do lado da oferta, produtores e vendedores passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações. Em alguns momentos, houve redução nos preços pedidos, como estratégia para estimular negócios diante da menor liquidez do mercado.
Pressão de fatores externos e da safra
Entre os fatores que explicam o atual cenário estão a queda do dólar, que reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, e o avanço da colheita da safra de verão, que amplia a disponibilidade do produto no mercado interno.
Além disso, o retorno das chuvas em importantes regiões produtoras da segunda safra melhora as perspectivas para as lavouras, o que também pesa sobre as expectativas de preços no curto prazo.
Impacto para o produtor
Na prática, o produtor rural enfrenta um mercado mais lento, com menor poder de barganha no curto prazo. A combinação de oferta crescente e demanda retraída tende a limitar altas e pode abrir espaço para novas quedas, especialmente se a safra de segunda temporada confirmar bom desempenho.
Para o produtor do Paraná, onde a segunda safra de milho tem forte peso na renda agrícola, o momento exige atenção à estratégia de comercialização, principalmente diante de um cenário climático mais favorável e de pressão externa nos preços.