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Preço do feijão cai em abril após altas históricas

Foto do autor Jair Reinaldo
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Preço do feijão cai em abril após altas históricas
Após altas históricas, preços do feijão recuam com enfraquecimento da demanda

Após valorização no trimestre, retração da demanda pressiona cotações e muda dinâmica do mercado

Após atingir níveis recordes no primeiro trimestre, os preços do feijão preto e do carioca iniciaram abril em queda, sinalizando uma mudança no comportamento do mercado. O movimento ocorre após meses de valorização sustentada pela oferta limitada.

Dados do Cepea em parceria com a CNA apontam que a retração da demanda passou a exercer maior influência nas últimas semanas, pressionando as cotações no mercado interno.

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Mercado em fase de ajuste

Com a desaceleração das compras, o setor entra em um momento de busca por novo equilíbrio. Segundo pesquisadores, esse ajuste é influenciado pela lenta transmissão dos preços ao longo da cadeia, especialmente entre indústria e varejo, o que reduz o ritmo das negociações.

Além disso, o mercado já começa a se posicionar diante da transição para a segunda safra, período marcado por maior incerteza, principalmente em função das condições climáticas no Sul do País.

Comércio exterior em alta

No cenário externo, as exportações brasileiras de feijão somaram 27,28 mil toneladas em março, crescimento de 2,4% em relação a fevereiro e avanço expressivo de 51,3% frente ao mesmo mês de 2025, conforme dados da Secex.

As importações, por outro lado, recuaram para 3,13 mil toneladas, queda de 17% na comparação mensal. Apesar disso, o volume ainda permanece cerca de quatro vezes superior ao registrado em março do ano passado.

Impacto para o produtor

Na prática, o produtor rural enfrenta um cenário de preços em ajuste após um período de forte valorização. A redução da demanda limita novas altas no curto prazo e pode abrir espaço para negociações mais pressionadas.

No Paraná, um dos principais estados produtores de feijão do País, o momento exige atenção redobrada. A combinação entre mercado em acomodação e incertezas climáticas para a segunda safra pode influenciar diretamente as decisões de comercialização e manejo nas próximas semanas.

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