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Milho sobe em Chicago com apoio de fatores externos e ritmo firme da safrinha

Plantio acelerado nos EUA, alta do petróleo e otimismo no mercado internacional sustentam os preços

Milho sobe em Chicago com apoio de fatores externos e ritmo firme da safrinha

Cotação do milho sobe em Chicago e no Brasil segue acomodada. Foto: Canva

Foto do autor Camilo Motter
07/05/2025 |

A manhã desta quarta-feira é de alta para os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago. Os vencimentos de julho registram ganhos de 5 pontos, sendo negociados a US$ 4,61 por bushel. No pregão anterior, o mercado fechou com comportamento misto: leve alta nos contratos de curto prazo e pequena queda nos mais longos.

Segundo a Granoeste Corretora, o avanço nas tratativas comerciais entre Estados Unidos e China está gerando otimismo entre os investidores e sustentando os preços das commodities. A alta do petróleo também contribui para a valorização de produtos ligados à cadeia de energia, como é o caso do milho.

Na B3, os contratos futuros operam em leve baixa. A posição maio é negociada a R$ 74,35, frente ao fechamento anterior de R$ 75,10. Já o contrato julho está cotado a R$ 64,85, contra R$ 65,30 no dia anterior.

Nos Estados Unidos, o plantio segue em ritmo positivo. Conforme dados do USDA, 40% da área já foi semeada, acima dos 35% registrados na mesma semana do ano passado e da média histórica de 39%.

No Brasil, a safrinha apresenta boa evolução e há expectativa de uma colheita superior a 100 milhões de toneladas. Esse cenário contribui para a acomodação dos preços, após os picos observados entre março e abril.

De acordo com a Granoeste, no oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00, dependendo do local e do prazo de pagamento.

O câmbio também é monitorado de perto pelos agentes do setor. Nesta manhã, o dólar opera em alta, cotado a R$ 5,73, ante R$ 5,71 no fechamento anterior.