Milho recua em Chicago, mas exportações dos EUA seguem firmes
Queda nos preços em Chicago ocorre mesmo com embarques norte-americanos acima do esperado e avanço no plantio dos EUA
Queda nas cotações do milho em Chicago ocorre apesar de exportações dos EUA acima das expectativas. Foto: Canva
Nesta terça-feira pela manhã, os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago operam com quedas entre 2 e 3 pontos, com o contrato de maio cotado a US$ 4,80 por bushel. Na sessão anterior, as perdas foram leves, abaixo de 1 ponto.
No mercado brasileiro, a posição de maio na BMF permanece em R$ 76,75, enquanto o contrato de julho está em R$ 70,65, levemente abaixo do fechamento anterior de R$ 70,70.
De acordo com a Granoeste, o plantio do milho nos Estados Unidos segue avançando. Dados divulgados pelo USDA mostram que 12% da área já foi semeada, comparado a 11% no mesmo período do ano passado e à média histórica de 10%. Quanto à emergência, 2% das lavouras já germinaram, número alinhado à média, mas ligeiramente abaixo dos 3% registrados no ano anterior.
As inspeções de exportação de milho norte-americano totalizaram 1,7 milhão de toneladas na última semana, superando pela segunda vez consecutiva as expectativas do mercado, que iam de 1,2 a 1,6 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, os embarques somam 39,2 milhões de toneladas — um aumento de quase 30% em relação ao mesmo período do ano passado. A meta do USDA para esta temporada é de 64,8 milhões de toneladas.
No cenário interno, a colheita do milho verão atinge 74,5% da área, segundo a consultoria Safras Mercado. O índice está levemente abaixo dos 75,7% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 76,4%. Já a safrinha teve o plantio finalizado, conforme informado pela Conab.
No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 74,00 e R$ 76,00, dependendo do prazo de pagamento e da localização do lote.
No câmbio, o dólar opera em leve baixa nesta manhã, cotado a R$ 5,79, ante o fechamento anterior de R$ 5,806.