Os trabalhos de colheita do milho segunda safra 2025/26 em Mato Grosso atingiram 99,10% da área total na primeira semana de agosto, colocando o estado na reta final dos trabalhos de campo. Segundo o novo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), restam poucas propriedades a serem colhidas nas regiões Sudeste e Centro-Sul, com previsão de encerramento definitivo até o final da primeira quinzena de agosto.
A região Sudeste é a que apresenta o ritmo mais lento na reta final do ciclo. Segundo o analista do Imea, Henrique Eggers, o atraso é resultado direto do planejamento de semeadura efetuado no início da temporada.
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“Mais de 30% da área da região Sudeste foi semeada fora de um calendário ideal de plantio. Isso ocasionou esse atraso também na colheita”, explica Eggers.
Estimativa recorde e expansão de área
Apesar dos gargalos pontuais no Sudeste mato-grossense, o avanço geral das máquinas confirma a proximidade de um novo recorde de produção para a citada safra.
Na atualização mais recente, o Imea consolidou a área semeada com o cereal em 7,43 milhões de hectares, o que representa uma expansão de 2,4% em relação ao ciclo anterior.
Amparada pela ampliação de área e pelo bom desempenho agronômico ao longo do desenvolvimento das lavouras, a projeção de produção de milho em Mato Grosso foi reajustada para cima, alcançando 57,3 milhões de toneladas. A produtividade média estadual foi mantida em 128,66 sacas por hectare.
Henrique Eggers ressaltou que a produtividade final do estado ainda passará por uma checagem conclusiva nos próximos dias. “A estimativa será consolidada no próximo mês”, conclui o analista, confirmando que os trabalhos restantes se concentrarão estritamente nas áreas de implantação mais tardia.
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