Clima favorável no Brasil e nos EUA derruba preços do milho no mercado interno e externo
Preços recuam em Chicago e na B3, refletindo projeções positivas para a produção brasileira e avanço do plantio norte-americano
Queda nos preços do milho é influenciada por boas perspectivas da safrinha e clima favorável nos EUA. Foto: Canva
Os negócios com milho iniciam a semana em queda na Bolsa de Chicago. Na manhã desta segunda-feira (6), a posição julho opera com baixa de 3 pontos, negociada a U$ 4,65. Na semana anterior, essa mesma posição registrou recuo de 3,4%, conforme análise da Granoeste Corretora.
Na B3, os contratos também seguem em baixa. A posição maio trabalha a R$ 75,75 (ante R$ 76,67 no fechamento anterior), enquanto julho é negociado a R$ 66,60 (anteriormente R$ 67,40).
O mercado internacional segue pressionado pelas boas perspectivas para a segunda safra de milho no Brasil e pelo bom andamento do plantio nos Estados Unidos, que ocorre sob clima favorável.
A consultoria StoneX estima que a produção brasileira possa alcançar 104,3 milhões de toneladas, acima das 101,6 milhões do levantamento anterior. No entanto, a Granoeste destaca que ainda há um longo caminho pela frente, e o clima será determinante para confirmar ou alterar esse cenário.
Segundo a agência Reuters, a China — maior importadora mundial de soja e milho — pode ampliar de quatro a cinco vezes a área de cultivo de milho transgênico. O país, historicamente rígido quanto ao uso de organismos geneticamente modificados, poderá reduzir suas importações caso leve adiante o projeto.
No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 70,00 e R$ 71,00, variando conforme o prazo de pagamento e a localização do lote.
Câmbio:A moeda norte-americana também recua nesta manhã, cotada a R$ 5,63 (ante R$ 5,654 no fechamento anterior).