CNA define prioridades da agenda ambiental para 2026
Reunião da CNA tratou de crédito rural, monitoramento ambiental, mercado de carbono e preparação do agro para a agenda climática de 2026
Integrantes da CNA alinham pautas ambientais e ações estratégicas do agro para 2026. Foto: CNA / Divulgação
A Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na quinta-feira (22), a primeira reunião de 2026. O grupo debateu os principais temas da agenda ambiental do agro e definiu as ações prioritárias para o ano.
Logo na abertura, o presidente da Comissão, Muni Lourenço, reforçou a importância da participação dos membros. Além disso, destacou os resultados obtidos em 2025 e projetou um ano de debates ainda mais intensos.
Segundo ele, a pauta ambiental ganhou peso no cenário global e também dentro das propriedades rurais. Por isso, a Comissão deve aprofundar as discussões e ajudar a construir os posicionamentos do setor.
Crédito rural e monitoramento
Entre os temas centrais, o crédito rural ocupou espaço relevante. O assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, apresentou detalhes da Resolução CMN nº 5.193/2024. A norma trata do uso de dados do PRODES, sistema de monitoramento da Floresta Amazônica por satélite, como referência para concessão de financiamento.
Além disso, Muni Lourenço fez um balanço das atividades da Comissão em 2025. O período foi marcado por uma agenda intensa e por avanços em pautas ambientais estratégicas para o agro.
Clima, COP e plano de ação
Outro ponto de destaque foi a atuação do Sistema CNA/Senar na COP30. A Agrizone, pavilhão do agro brasileiro no evento, recebeu avaliação positiva. De acordo com a CNA, o espaço ajudou a apresentar dados científicos sobre produção e preservação, além de propostas para enfrentar desafios ambientais.
Na sequência, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, apresentou os eixos do plano de trabalho para 2026. Já a assessora técnica Amanda Roza detalhou a agenda climática. Ela abordou temas como mercado de carbono, taxonomia sustentável brasileira, Plano Clima, Programa ABC e negociações internacionais, além da preparação para a COP31.