Cresce formalização de trabalhadores na viticultura gaúcha
Número de pessoas com carteira assinada agrada órgãos de fiscalização
Balanço foi apresentado à imprensa, com dados positivos
O aumento da formalização dos trabalhadores registrados surpreendeu positivamente as autoridades encarregadas de fiscalizar condições trabalhistas na área rural da Serra Gaúcha. O número de safristas com carteira de trabalho assinada triplicou em um ano, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).Em 2023, 2 mil pessoas tinham essa situação regularizada na vindima, mas agora são 7.162 (258% a mais). Os municípios que registraram a maior evolução foram Bento Gonçalves e Flores da Cunha. Caxias do Sul não registrou um salto tão grande principalmente porque a cidade já era a que mantinha um alto número de trabalhadores regularizadosOs resultados da Operação In Vino Veritas, realizada de 21 de janeiro a 23 de fevereiro na Serra Gaúcha, foram apresentados na segunda-feira pelo MTE, Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ao longo de 30 dias, equipes de fiscalização vistoriaram aproximadamente 300 propriedades na região, para a apuração de eventuais irregularidades trabalhistas no setor vitivinicultor.“Um dado que chama a atenção após o encerramento da operação é o incremento gigantesco da formalização dos trabalhadores registrados”, disse Rafael Zan, auditor-fiscal do trabalho, coordenador estadual da fiscalização no meio rural e subcoordenador estadual da Fiscalização Para Combate Ao Trabalho Escravo, que apresentou os números compilados pela ação fiscal. “A cultura da uva estava mais atrasada em relação à formalização de vínculos de emprego do que outras com menor potencial econômicos, digamos, mas os números registrados nesta operação mostram que a situação começou a mudar”, complementou.