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Cultivo do feijão-de-corda cresce em Goiás com acompanhamento do Senar

Em Goiás, o cultivo do feijão-de-corda cresce com apoio do Senar Goiás, garantindo renda, diversificação e fortalecimento da agricultura familiar

Cultivo do feijão-de-corda cresce em Goiás com acompanhamento do Senar

Cultivo do feijão-de-corda em Goiás cresce e garante renda extra aos pequenos produtores. Foto: Divulgação

Foto do autor Redação RuralNews
02/10/2025 |

Em Goiás, no município de Cocalzinho, o feijão-caupi, também conhecido como feijão-de-corda ou feijão-verde, vem conquistando espaço entre pequenos e médios produtores. Com ciclo rápido, baixo custo e mercado garantido, a cultura se tornou alternativa estratégica para diversificar a produção e garantir renda.

Além disso, parte desse avanço está diretamente ligada à assistência técnica oferecida pelo Senar Goiás.

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Produção e comercialização em Cocalzinho


O produtor Emerich Luís da Silva cultiva feijão-caupi há mais de 30 anos. Com 25 hectares, ele encontrou na leguminosa uma fonte de renda certa e eficiente rotação para sua lavoura de mandioca e milho. “Esse feijão tem venda garantida. Nunca deu prejuízo para mim. Sempre deixou um bom resultado”, afirma.

A colheita é manual e a venda ocorre principalmente para feirantes e compradores locais. Quando há excedente, a produção chega até a Ceasa Goiânia. Como o feijão é perecível, precisa ser comercializado em até quatro dias após a colheita. Por isso, Emerich aposta no escalonamento do plantio.

“Três litros renderam mais de 300 caixas. É manual e hoje a mão de obra está difícil, mas o escalonamento ajuda a dar conta com a estrutura que temos”, explica.

Acompanhamento técnico do Senar Goiás


O técnico de campo do Senar Goiás, Kályston Eduardo, acompanha a propriedade de Emerich há um ano. Nesse período, implementou mudanças no manejo, como adubação foliar com foco em potássio durante a florada. Dessa forma, a produtividade aumentou e a florada ficou mais resistente.

Segundo ele, o controle de pragas também melhorou. A rotação de princípios ativos e o monitoramento constante garantiram maior eficiência.

“O senhor Emerich percorre a lavoura todos os dias, o que ajuda bastante. Às vezes até em excesso, e precisamos lembrar dos intervalos de aplicação”, comenta.

Novos produtores e expansão da cultura


Em Anápolis, o produtor Ilter Borges de Freitas decidiu apostar no feijão-caupi como alternativa de renda rápida enquanto o maracujá não gera retorno. Para isso, ele adaptou o sistema de irrigação por gotejamento já existente e plantou 3.000 metros quadrados da leguminosa.

“Resolvi investir no feijão para movimentar o caixa da propriedade. Em 60 a 90 dias já está pronto para colher”, destaca.

O feijão-caupi vem ganhando espaço no Cerrado não apenas por ser rentável, mas também por contribuir para a fertilidade do solo. A cultura fixa nitrogênio atmosférico e reduz a necessidade de adubação. Além disso, os restos culturais protegem o solo e favorecem a rotação.

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