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Tarifaço dos EUA coloca em risco R$ 1,5 bi em exportações do Paraná

Tarifaço dos EUA ameaça R$ 1,5 bilhão em exportações agro do Paraná afetando diversos setores produtivos e empregos

Tarifaço dos EUA coloca em risco R$ 1,5 bi em exportações do Paraná

Setores do agronegócio do Paraná enfrentam impactos do tarifaço dos Estados Unidos que começa em agosto. Foto: Sistema FAEP / Divulgação

Foto do autor Redação RuralNews
28/07/2025 |

O tarifaço dos EUA ameaça exportações agro do Paraná, colocando em risco R$ 1,5 bilhão em vendas. Em 2024, os Estados Unidos foram o segundo maior parceiro comercial do Estado, importando US$ 1,58 bilhão em produtos agropecuários. Além disso, no primeiro bimestre de 2025, o tarifaço dos EUA já impacta o mercado, com o país figurando como terceiro maior destino das exportações paranaenses, totalizando US$ 214 milhões. Portanto, o tarifaço dos EUA ameaça um pilar fundamental da economia paranaense.

“O Sistema FAEP está atento às consequências dessa medida. Estamos a poucos dias do início do tarifaço, mas o governo federal não abriu canal de negociação para preservar nossos acordos e minimizar impactos para quem trabalha no campo. Isso é preocupante”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP. Desde 2009, os EUA mantêm superávit na relação comercial com o Brasil.

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Impactos no setor florestal


O setor florestal do Paraná, que depende fortemente do mercado norte-americano, é o mais afetado pelo tarifaço dos EUA. A medida já gera cancelamentos de contratos, embarques suspensos e contêineres retidos em portos. Além disso, há férias coletivas e demissões nas indústrias do ramo. Empresas também reduzem operações e reavaliam estratégias, com risco de fechamento de unidades.

Segundo a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), o tarifaço dos EUA é inesperado e desproporcional. Assim, ele compromete a competitividade do setor e ameaça a renda de pequenos e médios municípios.

Empresas adotam medidas para reduzir impacto


Três indústrias já tomaram ações que afetam trabalhadores. A BrasPine concedeu férias coletivas para 1,5 mil funcionários, 60% do quadro, nas unidades de Jaguariaíva e Telêmaco Borba. Na Millpar, 640 funcionários entraram em férias coletivas, 58% do total, e houve redução das operações. Além disso, a Sudati demitiu 100 colaboradores nas unidades de Ventania e Telêmaco Borba, afetadas pela tarifa de 50%.

Redirecionar a produção para outros mercados não é viável no curto prazo. Isso porque o setor está adaptado ao consumo dos EUA, que utiliza madeira brasileira em movelaria e geração de energia.

O tarifaço dos EUA deve causar sobrecarga no mercado interno, que não absorve esse volume, especialmente no Paraná. “A madeira produzida aqui dificilmente tem outra saída. O Estado é refém, pois boa parte dessa produção não encontra espaço no mercado interno”, alerta Anderson Sartorelli, do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP.

Impactos no café


Os EUA são os maiores consumidores de café do mundo e dependem do Brasil para atender à demanda. O Brasil responde por 34% do café importado pelos americanos. A falta do café brasileiro pressionaria preços e afetaria a cadeia norte-americana.

Por outro lado, a Colômbia, segundo maior produtor de arábica, não supre a lacuna deixada pelo Brasil. Por isso, exportadores buscam novos mercados na Ásia e América Latina.

O Paraná, embora represente fatia pequena nas exportações totais de café, ganhou espaço com café solúvel, que tem os EUA como principal mercado. Além disso, os cafés especiais brasileiros, 22% das exportações em 2024, também têm nos EUA seu maior destino. O tarifaço dos EUA impactará produtores locais.

“Consumidor norte-americano dificilmente deixará de consumir, mesmo com preços maiores. Isso sustenta o valor agregado, mas exportadores e produtores receberão menos, e o consumidor final pagará mais”, avalia Jefrey Albers, gerente do DTE do Sistema FAEP.

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