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Faturamento externo do agronegócio cresce no início de 2025 apesar de aumento nas tarifas comerciais

Mesmo com tarifas de importação mais altas, as exportações do agronegócio brasileiro registram crescimento em faturamento nos primeiros quatro meses de 2025

Faturamento externo do agronegócio cresce no início de 2025 apesar de aumento nas tarifas comerciais

As exportações do agronegócio brasileiro continuam fortes em 2025, impulsionadas pelo aumento dos preços em dólar, mesmo diante das tarifas impostas por países como os EUA. Foto: Canva

Foto do autor Redação RuralNews
10/06/2025 |

O início de 2025 foi marcado por desafios no comércio internacional, principalmente devido à imposição de tarifas de importação pelos Estados Unidos sobre seus parceiros comerciais. Apesar desse cenário adverso, o agronegócio brasileiro demonstrou grande resistência e conseguiu ampliar seu faturamento em dólar nas exportações.

Entre janeiro e abril, o setor alcançou um faturamento de US$ 52,8 bilhões, registrando um avanço de 1,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento do Cepea, da Esalq/USP, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do sistema Siscomex.

Essa alta no faturamento se deve principalmente ao aumento médio de 5,3% nos preços em dólar dos produtos exportados, já que o volume embarcado recuou 3,5% no período. Carnes bovina, suína e de frango, celulose e algodão foram os que apresentaram maior crescimento no volume vendido, enquanto café e suco de laranja tiveram forte valorização nos preços.

A demanda internacional aquecida impulsionou as vendas brasileiras de carne, mesmo com as tarifas impostas pelos EUA, que não impediram o avanço das exportações para o mercado norte-americano. Já o café e o suco de laranja se beneficiaram da baixa oferta tanto no Brasil quanto globalmente, o que elevou seus preços.

A China permanece como o maior comprador do agronegócio brasileiro, embora tenha reduzido ligeiramente sua participação no total exportado. Em contrapartida, a Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e Sudeste Asiático aumentaram sua fatia nas compras entre janeiro e abril.

Para os próximos meses, as expectativas são positivas, com crescimento do volume exportado apoiado pela safra recorde de grãos no Brasil. No entanto, a política comercial dos EUA e as tarifas aplicadas geram incertezas que podem impactar o ritmo das vendas.

Ainda assim, mercados sem tarifas adicionais, como a China, oferecem oportunidades para elevar a competitividade dos produtos brasileiros, enquanto a demanda interna dos EUA, apesar das tarifas, permanece firme em itens como carne bovina e suco de laranja. Por outro lado, uma desaceleração econômica global pode influenciar a procura por commodities e afetar o desempenho das exportações brasileiras.