A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e o Senar promovem, no dia 15 de setembro, o fórum temático Javalis e javaporcos: impactos, estratégias e ações coordenadas. O evento será realizado em formato híbrido a partir das 8h30, na sede da entidade paulista, reunindo autoridades governamentais, especialistas em sanidade e lideranças rurais para debater soluções urgentes diante da proliferação descontrolada do animal, apontado internacionalmente como uma das cem piores espécies exóticas invasoras do globo.
Registros do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmam a presença consolidada do javali em 15 unidades da federação. A lista abrange estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, com danos ambientais severos a nascentes e prejuízos que afetam com força a agricultura familiar e médias propriedades rurais.
ExpoBrahman abre inscrições com pista, campo e leilões de genética
Festa de Barretos celebra diversidade cultural com artistas de 109 cidades
Impactos agronômicos e cálculo de perdas
Além da destruição de cercas, pisoteio de pastagens e degradação física do solo, os bandos atacam diretamente talhões de milho, soja e cana-de-açúcar. Em pontos críticos de ataque em 2026, produtores relatam perdas localizadas de até 40% nas lavouras de milho.
Projeções econômicas indicam que a implementação de um programa efetivo de controle populacional geraria impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário:
Ganho agregado: O manejo da praga tem potencial para elevar o PIB em 0,15% acima do cenário-base até 2030;
Retorno por animal: O benefício econômico estimado chega a aproximadamente R$ 1.016 no PIB para cada javali retirado do ecossistema agrícola;
Custos adicionais: O produtor arca atualmente com gastos não planejados em armadilhas, rondas noturnas e reparos de benfeitorias destruídas pelas varas.
Ameaça sanitária à suinocultura nacional
O ponto de maior fricção institucional envolve o flanco sanitário. Javalis e javaporcos funcionam como reservatórios silvestres de patógenos com alto potencial destrutivo para os rebanhos comerciais. A grande ameaça reside na Peste Suína Africana (PSA), enfermidade viral hemorrágica de notificação obrigatória e letalidade próxima a 100%.
O Brasil detém o status internacional de país livre da PSA, mas o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforça que o contato de animais asselvajados com granjas tecnificadas colocaria em xeque bilhões de dólares em exportações de carne suína, desestabilizando cadeias integradas e empregos no interior.
A programação do fórum contará com representantes do Mapa, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Embrapa e Ibama. Os debates da manhã focarão em marcos regulatórios, desburocratização do abate de controle e riscos veterinários. À tarde, os grupos de trabalho selecionarão ações operacionais prioritárias para estruturar uma matriz com metas, responsáveis e cronogramas de execução.
Serviço
Evento: Fórum Faesp/Senar – Javalis e javaporcos: impactos, estratégias e ações coordenadas
Data: 15 de setembro de 2026, às 8h30
Formato: Híbrido (presencial e online com inscrições prévias)
Local: Sede da Faesp (Rua Barão de Itapetininga, 224, 4º andar, República – São Paulo/SP)
Eixos temáticos: Sanidade animal, produção agrícola, meio ambiente, legislação e estratégias de controle
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
