O Brasil ampliou sua presença internacional no setor aquícola ao participar da Aquasur 2026, uma das principais feiras de aquicultura da América Latina, realizada entre os dias 24 e 26 de março, em Puerto Montt, no Chile. Com pavilhão próprio e apoio da Embaixada do Brasil em Santiago, a ação reuniu representantes do governo, entidades e empresas para fortalecer a promoção comercial, ampliar conexões institucionais e abrir novas oportunidades para a cadeia produtiva do pescado.
A participação foi coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com foco em apresentar o potencial brasileiro no segmento e reforçar a inserção do país em um dos principais ambientes de negócios da aquicultura no hemisfério sul. A feira reuniu mais de 550 expositores de 34 países e recebeu mais de 30 mil visitantes, consolidando-se como uma vitrine estratégica para inovação, networking e geração de negócios no setor.
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Pavilhão Brasil reuniu entidades, empresas e representantes oficiais
No Pavilhão Brasil, estiveram presentes o adido agrícola do Brasil no Chile, Rodrigo Padovani, além de representantes da Embaixada do Brasil no Chile, da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), da ABIPESCA, do SINDIPI-SC, da ABRA e da Embrapa.
O espaço foi utilizado para apresentar produtos, serviços, máquinas e equipamentos voltados à aquicultura, além de peixes e crustáceos destinados à exportação. O pavilhão também sediou reuniões entre instituições brasileiras e chilenas e encontros com empresários interessados em soluções brasileiras para a produção de pescado, com destaque para a tilápia.
A iniciativa reforçou o esforço de promoção internacional do setor aquícola brasileiro e buscou ampliar a visibilidade de tecnologias e modelos de produção que vêm ganhando espaço no mercado externo.
Evento no Chile reforça vitrine internacional para o pescado brasileiro
Um dos destaques da participação brasileira foi o lançamento do 8º International Fish Congress Fish Expo Brasil 2026, programado para os dias 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu. O evento deve reunir representantes de toda a cadeia produtiva do pescado, com foco em geração de negócios, intercâmbio de experiências e debates sobre inovação e desenvolvimento do setor.
Realizada a cada dois anos, a Aquasur é considerada uma das mais importantes feiras de aquicultura do hemisfério sul. Em 2026, o evento registrou crescimento de 37% em relação à edição anterior, consolidando seu papel como plataforma de conexão entre empresas, governos e especialistas do segmento.
A programação incluiu congresso internacional, espaços de networking e apresentação de novas tecnologias voltadas à produção aquícola, reforçando o ambiente favorável para articulações comerciais e institucionais.
Relação comercial entre Brasil e Chile fortalece oportunidades
A participação brasileira também ocorre em um contexto de relação comercial consolidada entre Brasil e Chile no agronegócio. O intercâmbio entre os dois países é sustentado por instrumentos de cooperação e facilitação de comércio, como o Acordo de Livre Comércio em vigor desde 2022, que contribui para ampliar previsibilidade, segurança e agilidade nas trocas comerciais.
No último ano, o Chile importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, cacau, café, rações para animais, soja e produtos florestais. Em contrapartida, o mercado chileno abastece o Brasil com produtos como vinhos, pescados — especialmente salmão — e frutas frescas e secas.
Além da presença em grandes feiras internacionais, o Mapa tem incentivado a participação de cooperativas e empresas de pequeno porte em ações de promoção comercial, ampliando as oportunidades para negócios no exterior e fortalecendo a competitividade do agro brasileiro em mercados estratégicos.
